A formação de médicos especialistas no Amapá vai ganhar um reforço importante a partir de 2026. A Fundação de Saúde Amapaense recebeu, na última semana, o credenciamento provisório da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM/MEC) para implantar programas de residência em Pediatria e Psiquiatria.
A autorização foi concedida após análise técnica da solicitação formal apresentada pela Fundação e da vistoria realizada em outubro pela avaliadora do MEC, Dra. Luciana Brandão, responsável por inspeções de programas em todo o país. O parecer favorável foi confirmado em plenária da Câmara Técnica da CNRM.
Com a aprovação, cada programa contará com duas vagas em cada ano de formação: R1, R2 e R3. O edital de seleção será divulgado após a finalização dos trâmites administrativos, e a previsão é que as atividades comecem em março de 2026. Os residentes receberão bolsas financiadas pelo Ministério da Saúde, com contrapartida do Governo do Estado.
Os médicos em formação atuarão em diversas unidades da rede estadual. Na Pediatria, os treinamentos ocorrerão no Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML), Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), Hospital de Emergência (HE) e no ambulatório do Hospital de Clínicas Alberto Lima (HCAL). Já os residentes de Psiquiatria passarão pelo HCAL, CAPS AD, CAPS Gentileza, CAPS Infantil (CAPSi) e também pelo HE.
Para o presidente em exercício da Fundação de Saúde Amapaense, Rodrigo Corrêa, o credenciamento representa um avanço estratégico para o estado.
“Com as residências, o Amapá se prepara para formar novas gerações de especialistas, reduzir filas de espera e oferecer um atendimento cada vez mais resolutivo para a população”, afirmou.
Além das duas residências recém-aprovadas, o estado também busca credenciamento em outras áreas prioritárias, como Neonatologia, Cardiologia, Anestesiologia, Cirurgia Oncológica e Medicina Intensiva Pediátrica.
A Residência Médica é considerada a principal etapa de especialização profissional, baseada em treinamento prático supervisionado em serviços de saúde. Todos os programas aprovados iniciam com credenciamento provisório, etapa necessária para sua implantação definitiva.


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