O Governo do Amapá iniciou nesta segunda-feira, 23, uma capacitação em Libras voltada a servidores do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), em Macapá. A formação ocorre na Faculdade Estácio Seama e reúne cerca de 120 profissionais, entre dentistas, técnicos e equipe administrativa.
A iniciativa tem como objetivo preparar os trabalhadores para realizar a comunicação básica com pacientes surdos, garantindo acolhimento humanizado desde o primeiro contato, até que o suporte especializado de tradução seja acionado.
A capacitação segue até sexta-feira, 27, com turmas nos turnos da manhã e tarde, e integra ações do Estado para fortalecer a inclusão e a equidade no Sistema Único de Saúde.
De acordo com a coordenadora estadual de saúde bucal da Sesa, Daphne Macêdo, a iniciativa surgiu a partir da necessidade de reduzir as dificuldades de acesso enfrentadas pela população surda.
Segundo ela, a oficina busca oferecer aos profissionais condições para um atendimento inicial mais qualificado.
“A comunidade surda ainda enfrenta dificuldade de acesso e de ser compreendida pelos servidores. Identificamos essa necessidade e estamos capacitando os profissionais para que consigam fazer esse primeiro atendimento, entendendo as demandas e direcionando corretamente até que o suporte especializado seja acionado”, explicou.
A coordenadora destacou ainda que o período foi escolhido estrategicamente, durante a suspensão temporária dos atendimentos no CEO, realizada para manutenção de equipamentos e estrutura.
“Aproveitamos a paralisação das atividades para capacitar toda a equipe do centro, incluindo dentistas, técnicos e área administrativa. Na próxima semana, os atendimentos já serão retomados normalmente”, completou.
O coordenador da Central de Tradutores e Intérpretes de Libras na Saúde (Cilsaúde), Wesley Ribeiro, explicou que o curso foi estruturado para situações práticas do cotidiano odontológico.
“Os profissionais estão aprendendo comunicação básica, como alfabeto, números, exames e procedimentos. Assim, conseguem identificar rapidamente a necessidade do paciente, como uma dor de dente, e encaminhar corretamente”, detalhou.
Ele ressaltou que a capacitação não substitui a atuação dos intérpretes, mas garante autonomia e segurança no primeiro contato com o usuário.
A formação é realizada pela Escola de Saúde Pública em parceria com o Cilsaúde e pretende padronizar um atendimento mais inclusivo no ambiente odontológico estadual.
Com a iniciativa, o governo busca eliminar barreiras linguísticas e garantir que pacientes surdos tenham acesso pleno aos serviços de saúde bucal, com respeito, autonomia e qualidade.


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