O Amapá deu início nesta quarta-feira (25) à aplicação do nirsevimabe, imunizante indicado para prevenir formas graves de bronquiolite causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). As primeiras doses, enviadas pelo Ministério da Saúde, começaram a ser administradas na Maternidade Mãe Luzia, em Macapá.
De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde do estado, Cláudia Pimentel, a chegada do imunizante representa um avanço importante na proteção da saúde infantil e complementa a estratégia iniciada ainda durante a gestação.
“É motivo de alegria, é motivo de comemoração. Há cerca de dois meses nós recebemos esse mesmo imunizante para gestantes, que podem se vacinar a partir de 28 semanas e conferir imunidade aos seus bebês”, destacou.
Segundo ela, o novo medicamento é voltado a um público específico, com maior vulnerabilidade.
“Essa vacina contempla um grupo específico, que são os recém-nascidos prematuros. Eles recebem a dose aqui na maternidade, inclusive aqueles que estão internados na UTI neonatal. Assim, já saem de alta protegidos”, explicou.
A superintendente informou ainda que o imunizante também está disponível para crianças menores de dois anos com comorbidades, que devem procurar o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). Bebês que nasceram antes da chegada das doses também podem ser imunizados, conforme a faixa etária.
“Os recém-nascidos com até 28 dias podem retornar à maternidade para receber o imunizante. Já aqueles com até seis meses devem procurar o CRIE”, acrescentou.
O estado recebeu mais de 600 doses nesta primeira etapa. Por se tratar de um imunizante destinado a grupos específicos, ele não será distribuído nas unidades básicas de saúde, ficando concentrado em maternidades e centros especializados.
O chefe da Unidade de Imunobiológicos da SVS, Ivon Cardoso, destacou que a expectativa é reduzir significativamente os casos graves e as internações infantis.
“Nós esperamos a diminuição dos casos de bronquiolite, principalmente salvaguardar a vida dos prematuros e recém-nascidos. É um ganho essencial para o estado e vai impactar diretamente na morbimortalidade infantil”, afirmou.
Ele ressaltou ainda que a medida amplia a segurança das crianças mais vulneráveis.
“É mais uma garantia e uma proteção à vida dessas crianças no nosso estado”, concluiu.


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