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Terça-feira, 11 de Agosto de 2026
Doação de sangue: Hemoap alerta para nível crítico do tipo O+ no Amapá

Saúde

Doação de sangue: Hemoap alerta para nível crítico do tipo O+ no Amapá

Com a queda no número de doações durante as férias, hemocentro reforça o chamado para voluntários e alerta sobre o impacto nos atendimentos hospitalares.

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O Instituto de Hematologia e Hemoterapia do Amapá (Hemoap) emitiu um alerta devido à queda no estoque de sangue do tipo O+, que atingiu nível crítico. Esse tipo sanguíneo é o mais comum e o mais solicitado nos hospitais para transfusões. A redução nas doações ocorre tradicionalmente no período de férias, agravando a situação e comprometendo o atendimento médico no estado.

Uma única bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas, atendendo desde recém-nascidos até pacientes que precisam de cirurgias de emergência. Foto: Eric Queiroz

 

A diretora técnica do Hemoap, Hellen Bittencourt, explica que o hemocentro faz um monitoramento diário do estoque de sangue e reforça o chamamento dos doadores neste período crítico. Segundo ela, além do O+, outras tipagens também apresentam baixa.

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"Janeiro sempre é um mês de férias, e essa queda nas doações ocorre em todos os hemocentros do Brasil. O Hemoap reforça o chamado aos doadores para ajudar a reverter essa situação. Não apenas moradores de Macapá e Santana, mas de qualquer município podem contribuir. Quem estiver de passagem pela capital e puder doar, será muito bem-vindo", destacou.

A diretora técnica do Hemoap, Hellen Bittencourt. Foto: Eric Queiroz

 

Atualmente, o Hemoap conta com cerca de 19.641 doadores cadastrados do tipo O+. No entanto, para garantir o abastecimento das unidades de saúde, são necessárias ao menos 100 bolsas de sangue diariamente, enquanto o número de doadores tem ficado entre 60 e 70 por dia.

 

A diretora técnica alerta que a escassez de sangue pode afetar cirurgias, emergências médicas e o atendimento de pacientes que necessitam de transfusões regulares. O Hemoap é o único hemocentro do estado e atende não apenas Macapá, mas também Santana, Oiapoque e Laranjal do Jari.

Foto: Eric Queiroz

 

Além do O+, outras tipagens sanguíneas também demandam atenção. O hemocentro faz um acompanhamento diário dos estoques e, atualmente, há prioridade para doadores de sangue AB negativo e B negativo, que são os tipos mais raros dentro da população.

Foto: Eric Queiroz

 

Outro fator que influencia a demanda por sangue são doenças sazonais e programas de saúde pública. Casos de dengue grave, por exemplo, aumentam a necessidade de transfusões de plaquetas, enquanto cirurgias eletivas e o programa Zerafila do Governo do Amapá também elevam a demanda transfusional.

 

Doar é um ato de amor

A doação de sangue é um gesto voluntário que salva vidas. Para muitos doadores, é também uma forma de retribuir à sociedade e incentivar outras pessoas a ajudarem. O monitor de câmeras de segurança Arllony Ferreira é um desses voluntários dedicados, que há 12 anos doa sangue regularmente.

"Eu doo por amor. Comecei a doar por incentivo da minha mãe e já faço isso há uns 12 anos. A cada três meses, quando venho aqui, pergunto se alguém precisa de sangue. Até coloco no meu status: 'Alguém está precisando de doação de sangue? Amanhã eu estou indo lá'. E quase sempre aparece alguém que precisa. Eu nem conheço a pessoa, mas faço a doação direcionada para ela.", relatou.

O monitor de câmeras de segurança Arllony Ferreira é um desses voluntários dedicados, que há 12 anos doa sangue regularmente. Foto: Jorge César

 

 

Como doar sangue no Hemoap?

O hemocentro funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 12h30, na Avenida Raimundo Álvares da Costa, esquina com a Jovino Dinoá, no centro de Macapá. Foto: Eric Queiroz

 

Para doar, é necessário:

  • Ter entre 16 e 69 anos (menores precisam de autorização do responsável);
  • Apresentar um documento oficial com foto;
  • Estar em boas condições de saúde;
  • Ter dormido bem e estar descansado;
  • Estar bem alimentado (não é necessário jejum).

 

Hellen Bittencourt destaca que a segurança do doador e do receptor é prioridade:

"Fazemos uma triagem rigorosa para garantir que a doação seja segura. Algumas condições de saúde e medicamentos podem impedir a doação, mas cada caso é avaliado individualmente." Concluiu.

 

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Foto: Eric Queiroz
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Eric Queiroz

Publicado por:

Eric Queiroz

Eric Queiroz, nascido em Caiena (1991), é jornalista com 15 anos de carreira, destacando-se no jornalismo policial, atualmente é repórter/diretor do programa "Bronca Pesada" (TV Cidade). Também atua no rádio e escreve colunas online.

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