O Governo do Amapá lançou nesta segunda-feira (23) a programação 2026 do projeto Astronomia no Meio do Mundo, iniciativa que leva um planetário móvel às escolas públicas para estimular o ensino científico. A cerimônia ocorreu pela manhã na Escola Estadual Cecília Pinto, em Macapá, marcando o início da agenda itinerante deste ano.
A ação, coordenada pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação do Amapá (Setec), utiliza um simulador imersivo que permite aos estudantes vivenciar conteúdos sobre o sistema solar, exploração espacial, meio ambiente e outras áreas do conhecimento de forma interativa.
Durante a primeira etapa, entre os dias 23 e 26 de fevereiro, três escolas serão atendidas, duas na capital e uma em Santana, alcançando cerca de 1,2 mil estudantes.
Segundo o secretário da Setec, Edivan Andrade, o lançamento marca o início da programação anual do projeto, que tem como objetivo ampliar o acesso à educação científica.
Ele destacou que os resultados do ano passado reforçam a importância da iniciativa.
“Estamos lançando o calendário de eventos para 2026. Para se ter uma ideia do alcance, em 2025 cerca de 17 mil alunos passaram pelo planetário, participando de ações de popularização da ciência e educação científica”, afirmou.
O secretário explicou ainda que o projeto integra a estratégia do governo de fortalecer o ensino por meio da ciência e da inovação.
“Não existe nação desenvolvida sem base em ciência e tecnologia. O planetário faz parte desse conceito e ajuda a melhorar a qualidade da educação, levando conhecimento diretamente aos alunos e professores”, ressaltou.
Para este ano, a meta é ampliar a atuação principalmente na região metropolitana.
“Como a maior parte da população está em Macapá, Santana e Mazagão, vamos concentrar mais ações nesses municípios”, completou.
O coordenador de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da Setec, Pedro Prestes, destacou que o planetário móvel funciona como um complemento importante às aulas.
Segundo ele, o simulador tridimensional permite transformar conteúdos teóricos em experiências práticas.
“Ele aproxima o aluno da realidade. Aquilo que o professor ensina em sala ganha vida dentro do planetário, facilitando a compreensão e tornando o aprendizado mais dinâmico”, explicou.
Além de temas ligados à astronomia, o equipamento também permite abordar outras áreas.
“Podemos trabalhar desde o estudo dos planetas até questões ambientais, ecologia e biologia, ampliando o uso pedagógico do recurso”, disse.
Dados da Setec mostram que, em 2025, o projeto atendeu 16.678 pessoas, passou por 63 escolas e alcançou 12 municípios do estado.
Para 2026, a meta é ampliar esses números e chegar a localidades que ainda não receberam a iniciativa.
“Queremos atingir mais quatro municípios e aumentar o número de escolas atendidas, incluindo também creches que tenham interesse”, afirmou Prestes.
Criado para superar barreiras geográficas, o Astronomia no Meio do Mundo busca democratizar o acesso ao conhecimento científico no Amapá, especialmente para estudantes da rede pública.
Com projeções imersivas e atividades interativas, o projeto pretende continuar estimulando o interesse pela ciência, tecnologia e inovação entre crianças e jovens do estado ao longo de 2026.


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