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Terça-feira, 11 de Agosto de 2026
PF cobra de Lula envio de projeto para criar fundo nacional contra o crime organizado

SEGURANÇA PÚBLICA

PF cobra de Lula envio de projeto para criar fundo nacional contra o crime organizado

Manifestação em frente à Superintendência no Amapá reuniu delegados, peritos e agentes que defendem a criação do FUNCOC para reforçar estrutura, efetivo e operações

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Delegados, agentes e peritos da Polícia Federal realizaram, na manhã desta terça-feira (24), uma manifestação em frente à Superintendência da corporação no Amapá. O ato integra uma mobilização nacional que ocorre simultaneamente em diversos estados e tem como principal pauta a criação do Fundo Nacional de Combate ao Crime Organizado (FUNCOC).

A reivindicação é direcionada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, cobrando o envio imediato ao Congresso Nacional do projeto de lei que institui o fundo.

Policiais federais realizam manifestação em frente à Superintendência da PF no Amapá.

 

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Segundo as entidades, o FUNCOC será um mecanismo permanente de financiamento para ações de combate às organizações criminosas, com recursos provenientes principalmente de valores apreendidos em operações contra o próprio crime organizado.

Mobilização nacional e possíveis medidas

O presidente do sindicato dos policiais federais no Amapá, Luigi Moro, afirmou que a manifestação busca pressionar o governo a cumprir compromissos assumidos anteriormente.

Ele explicou que o fundo é visto como essencial para ampliar a capacidade operacional das forças federais.

“O Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas é um meio de fortalecer as polícias federais, permitindo investimentos em infraestrutura, equipamentos e tecnologia, o que garante um serviço mais eficiente à população”, destacou.

Moro ressaltou ainda que, sem novos recursos, há limitações estruturais que impactam diretamente as operações.

“Com mais investimentos, as ações poderiam ser mais frequentes e o combate ao crime organizado seria ainda mais intenso. Hoje temos gargalos, inclusive relacionados ao efetivo”, afirmou.

Caso não haja avanço nas negociações, a categoria não descarta novas medidas, como a suspensão de alguns serviços administrativos, incluindo o agendamento de passaportes.

Delegados, agentes e peritos participaram do ato nacional em defesa do FUNCOC.

 

Retenção de talentos e combate à evasão

O delegado Bruno Belo também destacou que a criação do fundo pode ajudar a reduzir a saída de profissionais qualificados para outras carreiras públicas.

Segundo ele, a evasão ocorre principalmente por questões salariais e de estrutura.

“Estamos perdendo talentos para outras instituições mais atrativas financeiramente. Com o fundo, esperamos melhorar condições de trabalho e manter profissionais que são essenciais no combate ao crime organizado e à corrupção”, afirmou.

Belo acrescentou que a proposta prevê que parte dos recursos utilizados para fortalecer as polícias venha do próprio dinheiro apreendido em atividades criminosas.

Papiloscopista Luigi Moro e Delegado Bruno Belo durante manifestação em defesa da criação do Fundo Nacional de Combate ao Crime Organizado.

 

O que é o FUNCOC

O Fundo Nacional de Combate ao Crime Organizado é uma proposta de fundo público vinculado ao Ministério da Justiça com o objetivo de financiar e fortalecer ações de prevenção, investigação e repressão a organizações criminosas.

Entre as principais finalidades previstas estão:

  • Financiamento de operações contra o crime organizado
  • Aquisição de equipamentos, viaturas e tecnologias
  • Apoio a atividades de inteligência policial
  • Modernização de sistemas e estruturas operacionais
  • Capacitação e treinamento de agentes

As entidades afirmam que a criação do fundo é considerada estratégica para ampliar a eficiência das ações policiais e fortalecer o enfrentamento ao crime organizado no país.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Foto: PF/Divulgação
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Eric Queiroz

Publicado por:

Eric Queiroz

Eric Queiroz, nascido em Caiena (1991), é jornalista com 15 anos de carreira, destacando-se no jornalismo policial, atualmente é repórter/diretor do programa "Bronca Pesada" (TV Cidade). Também atua no rádio e escreve colunas online.

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