O presidente da Câmara Municipal de Macapá, Pedro DaLua, assumiu interinamente a Prefeitura da capital amapaense nesta quarta-feira (4), após o afastamento do prefeito Antônio Furlan por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A medida judicial determina o afastamento do prefeito e do vice pelo prazo inicial de 60 dias. Diante da vacância temporária do cargo, o Legislativo municipal realizou reunião extraordinária e deu posse imediata a DaLua como chefe do Executivo.
Durante coletiva realizada no Palácio Laurindo Banha, o novo prefeito interino afirmou que a decisão judicial deve ser cumprida e destacou que a prioridade é assegurar o funcionamento da máquina pública.
“Determinação judicial não se discute, se cumpre. Fomos todos pegos de surpresa. Nosso primeiro compromisso é garantir que a população de Macapá não tenha prejuízo nos serviços essenciais”, declarou.
DaLua ressaltou que o momento é de cautela, compreensão do cenário administrativo e colaboração com as investigações. Ele também enfatizou que não fará julgamentos antecipados.
“Não há caça às bruxas. Todos têm direito à ampla defesa e ao contraditório. Assim como pode durar 60 dias, a decisão pode ser revogada antes. Nosso papel é cumprir a Constituição.”
O prefeito interino reforçou que foi eleito vereador e presidente da Câmara, e não para o cargo de prefeito, reconhecendo o resultado das urnas que elegeram Furlan. Segundo ele, o foco será manter estabilidade institucional e administrativa.
Margleide Alfaia assume a presidência da Câmara
Com a ida de DaLua para o Executivo, a então vice-presidente da Câmara, Margleide Alfaia, assumiu interinamente a presidência do Legislativo municipal.
Ela afirmou que dará continuidade ao trabalho já desenvolvido, com responsabilidade e diálogo entre os poderes.
“Vamos conduzir a Câmara com serenidade, mantendo a união do parlamento e priorizando sempre a população de Macapá.”
Base governista defende estabilidade institucional
O líder do governo na Câmara, Bruno Igreja, também participou da coletiva e destacou que todos os vereadores foram surpreendidos pela decisão judicial.
Segundo ele, tanto parlamentares da base quanto da oposição se reuniram para cumprir imediatamente a determinação.
“A cidade precisa continuar. Enquanto aguardamos a apuração dos fatos, a gestão segue e os serviços não podem parar.”
O afastamento do prefeito ocorre no contexto da segunda fase da Operação Paroxismo, conduzida pela Polícia Federal, que investiga supostas irregularidades em contratos relacionados às obras do Hospital Geral Municipal.
A Prefeitura de Macapá passa agora por um período de gestão interina, enquanto a investigação segue em curso e a decisão judicial permanece válida pelo prazo estipulado.


Comentários: