A Defesa Civil do Amapá continua mobilizada para mitigar os impactos ambientais e garantir segurança às comunidades atingidas pela contaminação do Rio Cupixi. A força-tarefa envolve órgãos estaduais, municipais e federais, visando tanto a resposta imediata ao desastre quanto a prevenção de novos incidentes.
De acordo com o Secretário Executivo da Defesa Civil, Tenente-Coronel Vilmar Laurindo, a prioridade no momento é assegurar a assistência humanitária às comunidades afetadas.
"Conseguimos documentar toda a situação e, junto ao Governo do Estado e ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), reconhecemos oficialmente a situação de emergência, o que nos permite acessar recursos para ajuda humanitária às famílias impactadas", afirmou.
Relembre o incidente
A crise ambiental teve início após um deslizamento de terra ocorrido devido às chuvas intensas na região. A avalancha de sedimentos atingiu um represamento improvisado, utilizado para atividades de mineração, liberando uma grande quantidade de lama no Rio Cupixi. A principal preocupação das autoridades é a possível presença de metais pesados na água, o que poderia comprometer a qualidade da água e a segurança do pescado.
Monitoramento e prevenção
Para avaliar os impactos a longo prazo, um plano de monitoramento está sendo elaborado com a participação da Agência Nacional de Águas (ANA), Agência Nacional de Mineração (ANM), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). O monitoramento incluirá coletas regulares de amostras de água, sedimentos e possivelmente do pescado, para avaliar a presença de contaminantes.
Embora os exames preliminares realizados pela Companhia de Saneamento do Amapá (CSA) tenham indicado a ausência de metais pesados nos pontos de captação de água em Porto Grande e Ferreira Gomes, as autoridades mantêm o alerta e reforçam as medidas de prevenção.
"A população local já está se precavendo e não utiliza mais a água do rio para consumo ou preparo de alimentos, o que é fundamental para evitar riscos", destacou Laurindo.
Situação atual do Rio Cupixi
Apesar do impacto inicial, a coloração do Rio Cupixi tem apresentado sinais de melhoria.
"A lama que tingiu o rio está se dissipando gradualmente. Se hoje visitarmos a ponte do Cupixi, já perceberemos uma grande diferença na claridade da água", afirmou o secretário.

Paralelamente, a Defesa Civil também trabalha na fiscalização de outras barragens e aterros semelhantes na região, com o objetivo de identificar estruturas que possam representar novos riscos.
"Sabemos que a atividade de mineração na região é centenária e precisamos entender se há uma contaminação crônica ou se o desastre recente causou uma nova contaminação", concluiu Laurindo.
A Defesa Civil segue acompanhando de perto a situação e reforça que novas informações serão divulgadas conforme avançam as investigações e as análises laboratoriais.
