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Sexta-feira, 02 de Outubro 2026
Defesa Civil intensifica monitoramento após chuvas de mais de 100 mm em Macapá e alerta para riscos de desastres
Segurança Pública

Defesa Civil intensifica monitoramento após chuvas de mais de 100 mm em Macapá e alerta para riscos de desastres

Secretário-executivo da Defesa Civil, Tenente-Coronel Vilmar Laurindo Júnior, detalha impactos das chuvas intensas, destaca falhas na drenagem urbana e reforça orientações à população para o período chuvoso no Amapá.

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A cidade de Macapá enfrentou fortes chuvas no último domingo, 11 de maio de 2025, com registros de mais de 100 milímetros de precipitação em bairros como Novo Horizonte e Jardim Felicidade, colocando a Defesa Civil estadual em alerta máximo. O secretário-executivo da Defesa Civil do Amapá, Tenente-Coronel Vilmar Laurindo Júnior, informou que o volume acumulado em um curto período de tempo ultrapassou a capacidade de drenagem da capital, resultando em alagamentos em diversas áreas.

“Em aproximadamente 6 a 8 horas, tivemos mais de 100 milímetros de chuva na região norte da cidade. Isso leva ao limite a capacidade de drenagem do município, que já enfrenta problemas por obstruções causadas por acúmulo de lixo ou construções sobre sistemas de escoamento”, explicou o tenente-coronel.

Chuvas intensas provocaram alagamentos em diversos bairros da zona norte de Macapá... Foto: Defesa Civil

 

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....Novo Horizonte e Jardim Felicidade, onde o volume ultrapassou os 100 mm em poucas horas.

 

Segundo dados da Seção de Monitoramento Climático da CEDEC-AP, apenas no bairro Novo Horizonte, foram registrados 103,8 mm de chuva em 6 horas. No Jardim Felicidade, o índice chegou a 88,4 mm. Esses números se enquadram no nível de risco muito alto para desastres naturais, conforme os parâmetros do CEMADEN (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).

Sala de situação da defesa civil conta com monitoramento climático em tempo real. Foto: Eric Queiroz

 

O secretário destacou que, apesar da intensidade das chuvas não ser incomum para a realidade amazônica, a precariedade dos sistemas de drenagem agrava os impactos.

“Se a drenagem estivesse limpa e organizada, teria mais capacidade de suportar. Mas enfrentamos construções irregulares sobre manilhas e obstruções que reduzem drasticamente o escoamento das águas.”

O secretário-executivo da Defesa Civil do Amapá, Tenente-Coronel Vilmar Laurindo Júnior, coordenou o monitoramento das áreas afetadas e reforçou orientações à população para o período chuvoso. Foto: Eric Queiroz

 

Além de Macapá, municípios do interior como Calçoene e Tartarugalzinho também registraram elevações súbitas no nível dos rios nas últimas semanas, conhecidas como “repique”. No entanto, segundo Vilmar Laurindo, esses eventos foram de curta duração e as águas drenaram rapidamente. A Defesa Civil prestou apoio humanitário às populações atingidas e articula uma nova rodada de recursos junto à Defesa Civil Nacional e Ministério do Desenvolvimento Regional para fortalecer as ações de resposta.

O subtenente Marlon, da Seção de Monitoramento Climático da Defesa Civil, durante explicação a nossa reportagem sobre como funciona a sala de controle que acompanha os índices pluviométricos em tempo real no estado.
Uma padaria localizada no centro da capital ficou completamente alagada após o temporal, evidenciando a precariedade do sistema de drenagem urbana.

 

Recomendações à população

 

O Tenente-Coronel reforçou a importância da colaboração da população durante o período chuvoso.

“A Defesa Civil é um exército de civis se protegendo dos desastres. Todos devem fazer sua parte. A obstrução de drenagens por lixo descartado de forma irregular é um problema sério e recorrente”, alertou.

Entre as orientações destacadas estão:

 

  • Consultar a previsão do tempo antes de sair de casa ou viajar, principalmente para quem mora em áreas de risco;
  • Evitar atravessar áreas alagadas;
  • Manter distância de árvores em áreas descampadas durante tempestades, devido ao risco de descargas elétricas;
  • Ter atenção com fios energizados e possíveis choques em áreas inundadas;
  • Evitar o contato com a água de alagamentos, que pode estar contaminada e transmitir doenças.

 

Em caso de emergência, a população deve acionar imediatamente a Defesa Civil por meio do número 193, do CIOSP, que possui atendimento direto com bombeiros militares, ou buscar apoio na Defesa Civil do município.

 

“A meta é tornar Macapá e os municípios amapaenses mais resilientes, com capacidade de adaptação às mudanças climáticas e redução dos danos causados por eventos extremos”, concluiu o secretário.

Equipes da Defesa Civil estadual e municipal atuaram nos pontos críticos logo após as chuvas, prestando apoio às famílias e monitorando áreas de risco.

 

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Foto: Reprodução Cam Hotel Forte Express
Eric Queiroz

Publicado por:

Eric Queiroz

Eric Queiroz, nascido em Caiena (1991), é jornalista com 15 anos de carreira, destacando-se no jornalismo policial, atualmente é repórter/diretor do programa "Bronca Pesada" (TV Cidade). Também atua no rádio e escreve colunas online.

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