O Centro Integrado de Operações em Defesa Social (CIODS) comemora 19 anos de funcionamento, sendo peça chave na segurança pública do Amapá. Responsável por atender chamadas de urgência e emergência pelo número 190, o Ciods atua como elo entre a sociedade e órgãos como Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica e, mais recentemente, o SAMU.
Para o capitão Diego Alves, coordenador do Ciods, esses 19 anos representam um grande ganho para a população.
“Na verdade, representa um ganho significativo de qualidade de serviço, porque você tem todas as agências do Estado integradas aqui dentro. A partir do momento que você liga para cá, você é atendido por diversos entes da segurança pública e sua ocorrência é despachada, seja para a Polícia Científica, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil. É onde a integração acontece e a gente melhora o serviço para a população. No ano passado, trouxemos o SAMU aqui para dentro também com a unidade de despacho, para enxergar as viaturas e, principalmente, melhorar a comunicação nas ocorrências”, explicou.
Entre os desafios superados ao longo dos anos, o capitão destaca a modernização da telefonia.
“A gente conseguiu trazer a telefonia digital para dentro do Ciods, que é um grande avanço em relação à telefonia analógica. Hoje, conseguimos integrar a ligação ao cadastro da ocorrência e, através do mapa, saber a localização precisa de quem está solicitando o serviço, usando dados da Anatel. Isso melhora o tempo de resposta e até ajuda a identificar trotes”, afirmou.
Os trotes ainda são um problema sério:
“Em média, temos de 340 a 350 trotes por mês, podendo chegar até 1.200. São brincadeiras, assédio às atendentes e até solicitações falsas de viaturas. Isso gera perda de tempo e pode impedir que outra pessoa que realmente precise seja atendida. Estamos trabalhando para, no segundo semestre, avançar na restrição de ligações de quem comete trote”, detalhou.
O Ciods atende cerca de 140 mil ligações por ano, aproximadamente 12 mil por mês.
“70% são ocorrências da Polícia Militar, como poluição sonora e violência contra a mulher, que ainda são significativas. Os outros 30% ficam entre o Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e o Disque Denúncia 181, para crimes que acontecem repetidamente ou que as pessoas querem denunciar de forma anônima”, completou o coordenador.
Com quase duas décadas de história, o Ciods segue investindo em tecnologia e integração para garantir mais agilidade, eficiência e segurança para toda a população do Amapá.


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