A Assembleia Legislativa do Estado do Amapá (Alap) promoveu nesta quinta-feira (14) uma Sessão Solene alusiva ao Agosto Lilás, campanha nacional de enfrentamento à violência contra a mulher. Com o tema “Vozes Silenciadas, histórias que precisam ser lembradas”, o evento prestou homenagem a vítimas de feminicídio e reforçou a importância de fortalecer a rede de proteção às mulheres.
A sessão foi conduzida pela deputada Telma Nery, procuradora especial da Mulher da Alap, que destacou a emoção e o peso do momento.
“Esta sessão é mais uma etapa do nosso movimentado Agosto Lilás, um mês tão importante no enfrentamento à violência contra a mulher. Conversar com familiares das vítimas é sempre doloroso, pois a história e o sofrimento ficam. O feminicídio cresce no nosso estado e no país, e 97% das mulheres assassinadas não chegaram a ter medida protetiva, muitas sequer denunciaram. Por isso, eu digo: denunciem. A violência começa verbalmente, e não podemos ser mais uma vítima”, afirmou a parlamentar.
A deputada também ressaltou a união de forças no evento.
“Estamos aqui com delegacias, tribunal, Ministério Público, sociedade e movimentos de mulheres. Não pode haver separação, precisamos caminhar juntos. No próximo domingo, teremos uma corrida com 1.500 mulheres, além de palestras e blitz educativas. A conscientização é o caminho: dizer não à violência e chega de feminicídio.”
A juíza de direito Elaine Cantuária reforçou a importância da atuação integrada do sistema de justiça no combate à violência de gênero.
“O Judiciário precisa estar dentro dessa rede, fortalecendo o enfrentamento, pois é um dever das instituições e da sociedade. No Amapá e no Brasil, os índices de violência e feminicídio são alarmantes, e isso exige ações que vão da educação até o julgamento rápido e acolhedor. Varas especializadas e espaços como as Salas Lilás são essenciais para que a vítima se sinta protegida e não desista de buscar justiça.”
O evento contou ainda com falas de representantes de movimentos feministas, familiares das homenageadas e autoridades do setor de segurança e justiça, todos alinhados na mensagem central: a urgência de combater a violência contra a mulher e preservar vidas.


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