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Quarta-feira, 12 de Agosto 2026
Amapá apresenta balanço da 7ª fase da Operação 'Mute' e reforça combate à comunicação ilícita em presídios
Segurança Pública

Amapá apresenta balanço da 7ª fase da Operação 'Mute' e reforça combate à comunicação ilícita em presídios

Diretor do Iapen destaca desafios estruturais e avanços na repressão ao crime organizado dentro do sistema prisional

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O Governo do Amapá e o Ministério da Justiça divulgaram, nesta segunda-feira (24), o balanço da 7ª fase da Operação 'Mute', ação nacional que busca eliminar a comunicação ilícita dentro do sistema prisional. A iniciativa tem como objetivo impedir que detentos utilizem celulares para coordenar atividades criminosas, contribuindo para a redução da violência no estado.

 

Coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penitenciárias (Senappen), a operação foi realizada simultaneamente nos 26 estados brasileiros e, no Amapá, ocorreu entre os dias 17, 19, 20 e 21 de março. A ação foi conduzida pelo Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), por meio da Gerência de Inteligência da Polícia Penal, com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil (Core-PC) e do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope/CANIL).

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Recursos do canil do BOPE foram utilizados durante as revistas. Foto: Divulgação Senappen

 

Resultados da Operação

 

Ao longo dos quatro dias de operação, 159 policiais penais estaduais foram mobilizados, contando ainda com o apoio de Policiais Penais Federais e outras forças de segurança. As revistas foram concentradas em dois prédios do Complexo Penitenciário, o Anexo, onde ficam os presos do regime semiaberto, e o Cadeião, onde estão detentos em regime fechado.

 

Foram revistadas 34 celas, com a movimentação coordenada e segura de 581 internos. Como resultado, a operação apreendeu:

 

  • 34 aparelhos telefônicos
  • 95 porções de substâncias entorpecentes
  • 92 estoques e materiais perfurocortantes
  • 2 balanças de precisão
  • 24 carregadores de celular
  • 16 fones de ouvido
Foto: Divulgação Senappen

 

 

O diretor do Iapen, Luís Carlos Gomes Jr., destacou que o Amapá participou de todas as fases da Operação 'Mute' e que, nesta edição, decidiu antecipar um dia das revistas para uma abordagem mais minuciosa no Anexo, setor considerado vulnerável devido ao intenso fluxo de presos que saem para trabalhar e retornam ao fim do dia.

"Depois desse primeiro dia da operação, intensificamos as revistas na unidade do 'Cadeião', especialmente nos pavilhões dos presos do regime fechado. Contamos com a participação de 159 policiais penais, um número recorde para essa operação, além do apoio da Polícia Civil e da Polícia Militar, por meio do Canil do Bope", afirmou.

 O Delegado Luis Carlos, Diretor do IAPEN, durante entrevista coletiva a respeito dos resultados da 7ª fase da Operação 'Mute'. Foto: Marcelle Corrêa.

 

O diretor ressaltou que a presença de celulares dentro das unidades prisionais fortalece a atuação do crime organizado.

"Os aparelhos nas mãos de criminosos dentro da penitenciária são armas que possibilitam a aplicação de golpes e a coordenação de crimes violentos. O objetivo da operação é impedir essa comunicação indevida, que é fundamental para a organização criminosa", explicou.

 

Apreensão de celulares fora da penitenciária

 

Além das apreensões dentro do presídio, Luís Carlos Gomes Jr. revelou que, logo após a operação, houve uma tentativa de reabastecimento de celulares na unidade.

"Durante a madrugada, policiais penais identificaram um veículo em atitude suspeita e, ao abordá-lo, encontraram dois menores transportando 39 celulares. Foi a nossa maior apreensão de aparelhos fora do sistema prisional, resultado direto do monitoramento intensificado", disse.

Materiais apreendidos durante a madrugada, destino seria o IAPEN. Foto: Reprodução

 

O diretor ressaltou ainda que o Governo do Amapá vem investindo em tecnologia e reforço de pessoal para impedir a entrada de ilícitos nos presídios.

"Com a nomeação de 250 novos policiais penais, poderemos fortalecer o controle nas unidades, reavaliar regras de entrada de visitantes e reforçar os postos de vigilância, minimizando vulnerabilidades que ainda existem", concluiu.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Foto: Divulgação/Senappen
Eric Queiroz

Publicado por:

Eric Queiroz

Eric Queiroz, nascido em Caiena (1991), é jornalista com 15 anos de carreira, destacando-se no jornalismo policial, atualmente é repórter/diretor do programa "Bronca Pesada" (TV Cidade). Também atua no rádio e escreve colunas online.

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