Na manhã desta sexta-feira (24), uma operação conjunta das forças de segurança resultou na morte de Márcio Amoras Silva, de 31 anos, conhecido como Marcinho, apontado como um dos envolvidos no assalto ao ferry boat São Pedro. O crime, ocorrido em 11 de janeiro deste ano, deixou um rastro de violência e pânico entre os passageiros da embarcação, que realizava o trajeto entre Santana, no Amapá, e Gurupá, no Pará.
Segundo informações da Polícia, o assalto aconteceu por volta das 22h, nas proximidades da localidade do Morcego, perto do Furo do Moura. Um grupo de criminosos, conhecidos como "ratos d’água" ou "piratas", invadiu o ferry boat, atirou para intimidar os passageiros e roubou pertences como celulares, dinheiro e joias. Dois passageiros foram baleados nas pernas, enquanto outros relataram momentos de terror e tortura física e psicológica durante a ação criminosa.
Imagens de câmeras de segurança mostram Marcinho chegandon no porto de Santana no mesmo dia do ataque, carregando uma bolsa no ombro, disfarçando-se entre os passageiros.
Após o crime, foi criada uma força-tarefa envolvendo as polícias Civil e Militar do Amapá e do Pará, além de órgãos como a Polícia Federal, o Grupo Tático Aéreo (GTA) e o batalhão ambiental, com o objetivo de localizar e prender os responsáveis.
Nesta sexta-feira, por volta das 10h30, equipes do GTA e da Força Tática receberam informações de que Marcinho estaria armado em uma residência localizada na Avenida Xavantes, próximo à Rua Santos Dumont, no bairro Buritizal. Durante a tentativa de abordagem, ele reagiu atirando contra os agentes, que revidaram. Márcio foi atingido, e o socorro foi acionado, mas ele não resistiu aos ferimentos.
De acordo com o capitão Bryan Fonseca, do GTA, Marcinho era um indivíduo de alta periculosidade, com passagens por crimes como roubo qualificado, tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Ele também era monitorado por tornozeleira eletrônica e investigado por diversos homicídios ligados a disputas entre facções criminosas.
“Desde o dia do assalto, a força-tarefa vem atuando de forma integrada para capturar os responsáveis. Hoje, com a morte de um dos suspeitos, reforçamos nosso compromisso com a segurança da população ribeirinha, que sofre com a atuação desses piratas. As investigações continuam, e estamos trabalhando para localizar e prender os demais envolvidos”, afirmou o capitão Bryan.
A polícia científica chegou ao local do confronto por volta das 11h30 da manhã. Após realizar os procedimentos de perícia, o corpo foi removido ao Departamento Médico Legal (DML) da Polícia Científica para os trâmites legais.
As autoridades destacaram que outro suspeito já foi preso recentemente e que as buscas pelos demais integrantes do grupo criminoso seguem em andamento. A morte de Marcinho é vista como uma resposta à altura contra a atuação dos "ratos d’água", que ameaçam a segurança das comunidades e embarcações na região ribeirinha.
A força-tarefa reafirmou que os esforços para combater crimes fluviais continuarão, garantindo justiça e proteção à população que depende dessas vias para transporte e sustento.
