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Terça-feira, 11 de Agosto de 2026
Proprietário Recupera Lancha de meio milhão Após Meses de Angústia e Investigação da Polícia Cívil

Policial

Proprietário Recupera Lancha de meio milhão Após Meses de Angústia e Investigação da Polícia Cívil

Embarcação havia sido vendida sem autorização do dono e acabou nas mãos de uma ONG; proprietário será indenizado e o responsável pelo golpe será indiciado por estelionato

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A Polícia Civil do Amapá, por meio da 10ª Delegacia de Polícia da Capital, localizou e recuperou uma lancha avaliada em mais de R$ 400 mil, que havia sido vendida de forma irregular, sem a autorização do verdadeiro proprietário.

Lancha de luxo recuperada pela Polícia Civil do Amapá após ser vendida irregularmente por oficina náutica.
Lancha modificada ilegalmente foi localizada com ajuda de tecnologia avançada e trabalho de inteligência policial.

Segundo a delegada Luiza Maia, responsável pelo caso, as investigações começaram após o registro de um boletim de ocorrência.

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"Recebemos o boletim de ocorrência sobre o desaparecimento, no primeiro momento, de furto de uma embarcação e de motores. Durante nossa investigação, verificamos que não se tratava exatamente de furto, mas sim de estelionato. A pessoa que mantinha a posse e a guarda dos objetos era uma oficina náutica em quem o proprietário confiava. Ele negociou os bens como se fossem seus, o que caracteriza o crime de estelionato por disposição de coisa alheia como própria."

Delegada Luiza Maia detalha o caso e confirma indiciamento por estelionato e receptação qualificada.

O proprietário da embarcação, o empresário, oficial de cartório e produtor rural Carlos Alberto do Vale e Silva Chermont, relatou que havia contratado o estaleiro para construir a lancha que seria usada em sua propriedade na Ilha do Marajó.

"Nós prestigiamos o estaleiro dele, fizemos a construção da lancha e montamos para viabilizar minha viagem. Por não morar em Macapá, deixamos a embarcação sob a responsabilidade dele. Só que, infelizmente, fomos vítimas de uma traição de confiança. Mais de um ano buscamos respostas sem saber o paradeiro da lancha. Agora, graças à Polícia Civil, conseguimos elucidar o caso e recuperar os bens."

Carlos Alberto Chermont, dono da lancha, agradeceu à Polícia Civil pela recuperação dos bens.

 

A delegada detalhou que a embarcação foi negociada com diferentes pessoas, o que agravou a situação.

"Houve duas comercializações. Os objetos foram vendidos para receptadores distintos, o que nos trouxe mais investigados. A equipe da 10ª DP, sob o comando do agente Eduardo Nery, utilizou tecnologia avançada para rastrear os bens, que foram interceptados nos portos de Santana e Fazendinha."

 

Os motores e a lancha,agora com avarias, alterações estéticas e até mudança de cor e nome, foram localizados em Gurupá (PA) e Afuá (PA), e foram devolvidos ao proprietário. A entrega oficial foi na manhã desta quinta-feira, 15 de maio de 2025, na sede da 10ª DP, na Expofeira.

Motores de popa da embarcação, também vendidos ilegalmente, foram encontrados em locais diferentes.
Cerca de cinco homens foram necessários para carregar os motores e por na carroceria de uma pickup pertencente a Carllos.

 

"É um trabalho que mostra a eficiência da nossa equipe. Um bem avaliado em quase meio milhão de reais está sendo devolvido à vítima. Indiciamos por estelionato e também por receptação qualificada, já que os receptadores são empresários. Além disso, contamos com apoio importante da 5ª DP, através do agente Mendes, que trouxe informações cruciais. Esse caso mostra a integração entre as delegacias e o compromisso com a sociedade amapaense", destacou Luiza Maia.

Delegada Luiza Maia destaca o reconhecimento aos serviços prestados pelas equipes envolvidas na recuperação da lancha e dos motores.

 

A venda ilegal foi feita sem nota fiscal, recibo ou qualquer documento formal.

"Tentaram até regularizar a lancha na Capitania, mas não conseguiram. Ela foi levemente modificada para dificultar a identificação, mas a investigação foi rápida", explicou a delegada.

 

Três pessoas já foram indiciadas, incluindo o dono da oficina náutica e dois receptadores. Uma quarta pessoa, a primeira a adquirir a lancha, ainda está sendo investigada. Uma organização não governamental também aparece nas apurações como receptora da lancha, e sua participação será analisada pelo Judiciário.

 

Carlos Alberto relatou ainda que tentou resolver a situação de forma amigável, mas não teve retorno.

“Recebi até a informação de que os motores haviam se perdido em um naufrágio, o que era mentira. Só depois de muita insistência recorri à Polícia, que conseguiu solucionar o caso.”

Carlos Alberto Chermont assina o termo de recebimento da lancha e dos motores na presença da delegada Luiza Maia, acompanhado de seu advogado.

 

Os procedimentos para devolução dos bens já foram concluídos. A embarcação e os motores, que pesam cerca de uma tonelada, foram restituídos ao empresário logo após a assinatura do termo de recebimento de bens, com apoio logístico da Polícia Civil. O inquérito será finalizado e encaminhado ao Judiciário, que decidirá as medidas penais cabíveis.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Fotos: Eric Queiroz
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Publicado por:

Eric Queiroz

Eric Queiroz, nascido em Caiena (1991), é jornalista com 15 anos de carreira, destacando-se no jornalismo policial, atualmente é repórter/diretor do programa "Bronca Pesada" (TV Cidade). Também atua no rádio e escreve colunas online.

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