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Terça-feira, 11 de Agosto de 2026
Projeto Afro Mulher inicia terceira edição e leva capacitação a mulheres quilombolas do Curiaú

Economia

Projeto Afro Mulher inicia terceira edição e leva capacitação a mulheres quilombolas do Curiaú

A iniciativa do Governo do Amapá, por meio da Fundação Marabaixo, visa qualificar mulheres negras e fortalecer o empreendedorismo feminino em comunidades tradicionais.

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O Governo do Amapá lançou oficialmente nesta terça-feira (15) a terceira edição do projeto Afro Mulher, uma ação que leva qualificação profissional para mulheres negras em situação de vulnerabilidade. Desta vez, o foco será na comunidade quilombola do Curiaú, em Macapá, com a meta de capacitar 120 mulheres em cursos como costura, biojoias, trancista, serigrafia e outros voltados à geração de renda.

Parceiros e representantes de instituições públicas e sociais participaram do lançamento da nova fase do projeto Afro Mulher, que chegará à comunidade quilombola do Curiaú. Foto: Eric Queiroz

 

Coordenado pela Fundação Estadual de Políticas de Igualdade Racial (Fundação Marabaixo), o projeto integra o programa Amapá Afro e conta com a parceria da grife afro Zwanga Fashion, que atua diretamente na execução dos cursos nas comunidades.

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Foto: Eric Queiroz

 

De acordo com Rejane Soares, coordenadora do projeto, o encontro realizado no Palácio do Setentrião foi para pactuar as ações com representantes das associações locais e instituições parceiras.

"Hoje é o lançamento oficial da terceira edição do Afro Mulher, que é um projeto que qualifica mulheres negras para atuarem no mercado de trabalho, muitas vezes dentro de casa, com autonomia, gerando sua própria renda", explicou.

Rejane Soares, coordenadora do projeto Afro Mulher, durante o lançamento da terceira edição da iniciativa, que visa qualificar mulheres negras para o empreendedorismo. Foto: Eric Queiroz

 

A coordenadora destacou que os cursos foram pensados com base em uma pesquisa que identificou as principais demandas das participantes.

“Estamos falando de mulheres de baixa renda, muitas mães solo, que querem trabalhar sem sair do lar. Por isso os cursos incluem opções como costura, maquiagem, trancista, produção de sabão artesanal com insumos do Amapá, manicure, e até a confecção de bonecas à mão”, pontuou.

 

Outro diferencial do projeto é o chamado “kit semente” entregue ao final dos cursos.

“O que a gente não queria era que elas saíssem com mais um certificado na gaveta. A mulher já sai do curso com o material para começar a trabalhar. Se é costura, ela ganha máquina, tecido, linha. Se é maquiagem, ganha os produtos. E nós ainda acompanhamos o início dessa jornada empreendedora”, afirmou Rejane.

 

A expectativa é expandir o Afro Mulher para mais municípios, como Laranjal do Jari, Serra do Navio, Pedra Branca e Tartarugalzinho. As edições anteriores foram realizadas no conjunto Macapaba, em Macapá, e no município de Mazagão, com resultados positivos que reforçaram a continuidade do projeto.

 

Josilana Santos, diretora-presidente da Fundação Marabaixo, destacou que o Afro Mulher está alinhado ao programa de governo do governador Clécio Luís.

“É um projeto que estava engavetado há anos e agora está sendo colocado em prática. Chegamos ao Curiaú, um território quilombola que engloba comunidades como o Rosa, Curralhinho e Casa Grande, com o objetivo de garantir autonomia e liberdade financeira para essas mulheres”, disse.

Josilana Santos, diretora-presidente da Fundação Marabaixo. Foto: Eric Queiroz

 

Josilana também reforçou a importância da iniciativa como uma política de reparação.

“A maior parte da população do Amapá é negra, e a maioria são mulheres que enfrentam o racismo, o preconceito e a exclusão. O Afro Mulher vem como esse cuidado integral com a mulher negra, valorizando sua história e seu potencial de transformação.”

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Foto: Eric Queiroz
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Eric Queiroz

Eric Queiroz, nascido em Caiena (1991), é jornalista com 15 anos de carreira, destacando-se no jornalismo policial, atualmente é repórter/diretor do programa "Bronca Pesada" (TV Cidade). Também atua no rádio e escreve colunas online.

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