O bairro do Laguinho será novamente palco de uma das mais tradicionais celebrações culturais de Macapá. Nesta sexta-feira, dia 26, o Banco da Amizade comemora 54 anos de história, reafirmando seu papel como espaço de convivência, resistência cultural e fortalecimento das tradições afro-amapaenses.
Reconhecido oficialmente como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Amapá desde 2016, o Banco da Amizade é referência no bairro considerado o berço da cultura macapaense. Para o presidente da instituição, Servolo Mendes, a data simboliza muito mais do que um aniversário.
“Pra nós é um prazer enorme manter essa tradição que já dura 54 anos. O Banco da Amizade é uma escola de cultura, de convivência e de respeito às nossas raízes aqui no Laguinho. Ele vive dentro de um bairro cultural e participa diretamente das manifestações tradicionais”, destacou.
A programação musical promete agradar diferentes públicos, reunindo marabaixo, samba, pagode, carnaval, rock e guitarrada, refletindo a diversidade cultural do Amapá. Estão confirmados DJ Adriano Neves, Beto Sete Cordas, Mulheres Pretas na Percussão, Grupo Sambart, Banda Afro Criaú, além da Bateria da campeã Piratas Estilizados e da Bateria Pororoca, do Boêmios do Laguinho. O comando do palco ficará por conta de Adriano Neves e Célio Alício, com início do som a partir das 9h da manhã.
Segundo Servolo Mendes, a preparação para a festa começa muito antes do dia do evento e mobiliza toda a comunidade.
“A programação começa bem antes, são dias, semanas e até anos de preparação. Quando chega a véspera, o trabalho se intensifica. No dia da festa, a gente chega aqui por volta das cinco da manhã pra montar o palco e organizar a cozinha”, explicou.
Um dos momentos mais aguardados é o almoço comunitário, servido ao meio-dia, com cozidão, guisadinho e churrasco, além da tradicional distribuição de vinho, tudo de forma gratuita.
“É tudo de graça. A comunidade pode vir tranquila, participar, comer e aproveitar. Isso é feito com muito carinho e respeito por quem sempre esteve com a gente”, reforçou o presidente.
Mesmo à frente da presidência, Servolo faz questão de participar ativamente da organização, especialmente na cozinha, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações.
“Desde que o Banco da Amizade virou patrimônio cultural, eu sempre estive na cozinha. Hoje sou presidente, depois do trabalho importante que o Vagner deixou aqui, mas cargo nenhum vai me tirar de fazer aquilo que eu gosto. Sempre vou estar junto, trabalhando.”
A organização orienta o público a levar bebidas em recipientes adequados, evitando garrafas de vidro. O convite está feito: vestir-se de paz, amor e alegria e celebrar os 54 anos do Banco da Amizade, um espaço onde cultura, memória e comunidade caminham juntas.


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