A Polícia Civil do Amapá, por meio da Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) e com apoio do Núcleo de Operações com Cães (NOC), realizou nesta quarta-feira (26) mais uma etapa da “Operação Vênus”. A ação teve como foco o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em residências ligadas ao tráfico de drogas e à atuação de uma organização criminosa em Macapá.
De acordo com o delegado Ismael Nascimento, titular da DRACO, quatro pessoas foram detidas durante a operação, incluindo uma mulher de 34 anos, presa em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.
“Na data de hoje, 26 de março, em Macapá, a Polícia Civil do Amapá deflagrou um desdobramento da Operação Vênus, com o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em alvos ligados ao tráfico de drogas e à atuação de grupos criminosos no estado. Durante a ação, conduzida pela equipe da DRACO, foram apreendidos entorpecentes, objetos diversos relacionados ao comércio ilegal de drogas e bens de alto valor, cuja origem suspeita remete ao lucro do tráfico, estimados em aproximadamente R$ 50 mil”, explicou o delegado.
As investigações apontam que os suspeitos fazem parte de um grupo criminoso que mantém um sistema de arrecadação mensal, conhecido como “caixinha”. Essa prática financia atividades ilícitas, como a compra de armas, pagamento de advogados e suporte a membros presos.
“O objetivo desta nova fase da operação é continuar o trabalho de asfixia financeira do grupo criminoso, atingindo não apenas suas lideranças, mas também sua base de sustentação, formada por integrantes que mantêm a estrutura do crime organizada por meio de repasses financeiros”, destacou Ismael Nascimento.
Durante as buscas, além dos materiais ilícitos, foram apreendidos documentos que podem comprovar a movimentação financeira da organização criminosa. Esses itens serão analisados e podem subsidiar novas operações contra o grupo.

A Polícia Civil também instaurou um procedimento investigativo para identificar os responsáveis por manifestações públicas de apologia ao crime realizadas nesta semana, incluindo a divulgação de mensagens em espaços públicos de Macapá. A corporação reafirma que adotará todas as medidas legais cabíveis para coibir esse tipo de conduta.


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