Na manhã de quarta-feira, 9 de julho de 2025, a Delegada Daniella Graça, titular da Delegacia Especializada de Investigação de Atos Infracionais Praticados por Adolescentes (DEIAI), apresentou à imprensa o balanço do projeto Polícia Civil nas Escolas, desenvolvido ao longo do primeiro semestre deste ano.
De acordo com a Delegada, o projeto tem como principal objetivo a prevenção do cometimento de atos infracionais no ambiente escolar, conscientizando adolescentes sobre condutas inadequadas e suas consequências.
“Às vezes eles acham que estão praticando uma brincadeira que, na verdade, se configura um ato infracional. Então mostramos que existem responsabilidades sobre os atos que eles praticam”, explicou Daniella Graça.
Além disso, durante as palestras são abordados temas como delitos patrimoniais, lesões corporais, atos praticados com violência ou grave ameaça, bem como os riscos e responsabilidades no ambiente virtual.
“O adolescente acha que pode postar o que quer, a hora que quer, do jeito que quer, mas não funciona assim. O ambiente é rastreável e as pessoas podem ser responsabilizadas”, ressaltou.
A delegada destacou que, só no primeiro semestre, mais de 4.500 pessoas foram alcançadas pelas palestras, a maioria alunos da rede pública e privada, mas também pais e responsáveis quando há demanda específica.
“O projeto trabalha por demanda: a escola provoca a delegacia, fazemos o agendamento e realizamos a visita. Sugerimos que as escolas interessadas enviem e-mail para [email protected] , ou de forma física na unidade da delegacia que fica localizada na Avenida FAB, nº 1852, bairro, santa Rita." explicou.
Entre os assuntos tratados, também estão os atos infracionais que podem ocorrer dentro do ambiente familiar, como a violência doméstica praticada por adolescentes.
“A importância é que esses jovens entendam que existem outros caminhos, que o foco deve ser nos estudos e na vida profissional, e não na prática de atos infracionais”, disse.
Outro ponto importante destacado pela delegada é a conscientização dos responsáveis.
“Nem sempre aquele adolescente que está em casa o tempo todo está seguro. Ele pode estar praticando atos infracionais em redes sociais ou até mesmo sendo vítima de crimes. É essencial que os responsáveis fiscalizem as redes sociais, as conversas em jogos e onde eles andam.”
Sobre a faixa etária atendida pelo projeto, a delegada explicou que o foco está nos adolescentes de 12 a 18 anos incompletos. Ela relatou ainda que, durante as visitas, alguns alunos já procuraram a equipe para denunciar situações de violência ou problemas enfrentados em casa ou na escola.
“Nesses casos, fazemos o acolhimento, a escuta especializada e tomamos as providências cabíveis.”
