A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amapá (FICCO/AP) deflagrou, nesta quinta-feira (31), a Operação Muçuã com o objetivo de enfraquecer uma estrutura criminosa que atuava de forma articulada dentro e fora do sistema prisional.
A ofensiva cumpriu 12 mandados de busca e apreensão nos municípios de Macapá (bairros Ipê e Perpétuo Socorro), Laranjal do Jari e Tartarugalzinho. Segundo as investigações, o grupo é suspeito de envolvimento em crimes como tráfico de drogas, comércio ilegal de armas, estelionato e extorsão.
Uma das descobertas mais alarmantes foi a existência de uma “caixa do crime”: uma conta bancária abastecida com mensalidades pagas pelos próprios membros da facção. Os valores arrecadados eram destinados à compra de armamentos, pagamento de aluguéis e outras despesas logísticas, como veículos utilizados em ações criminosas.
As apurações começaram após uma denúncia que apontava a atuação de um líder que comandava as atividades da organização tanto dentro quanto fora das unidades prisionais, especialmente promovendo o tráfico entre Macapá e Tartarugalzinho.
Os investigados poderão responder por tráfico de drogas, posse e comércio ilegal de armas, extorsão e associação criminosa. Se condenados, as penas somadas podem ultrapassar 45 anos de prisão.
A operação contou com o apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Laranjal do Jari, Delegacia de Tartarugalzinho, 6º Batalhão da Polícia Militar e do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (IAPEN).
A FICCO/AP é composta por representantes da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal.
