O Governo do Amapá iniciou, nesta segunda-feira (4), uma nova etapa no combate à violência doméstica com a inauguração da primeira Sala Lilás da Polícia Militar, localizada no 1º Batalhão da PM, no conjunto residencial São José, em Macapá. O espaço leva o nome da cabo Emily, policial militar vítima de feminicídio, como forma de homenagear e dar visibilidade ao enfrentamento à violência contra a mulher.
A inauguração integra o programa “Amapá por Todas Elas”, que marca as ações do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e prevenção da violência doméstica. A proposta é oferecer acolhimento humanizado e especializado a mulheres em situação de vulnerabilidade, com suporte da Patrulha Maria da Penha, que atua na fiscalização de medidas protetivas e na proteção de vítimas.
O secretário de Justiça e Segurança Pública, Daniel Marsili, destacou que a ação é estratégica e representa mais que um avanço estrutural.
“É mais uma ação de enfrentamento à violência doméstica, não apenas com medidas concretas, mas também com valorização da mulher. Vamos inaugurar quatro Salas Lilás ainda neste mês. Hoje, no 1º Batalhão da PM; amanhã no 4º Batalhão, em Santana; sexta-feira na Delegacia de Mulheres de Macapá; e, no dia 11, na Delegacia de Mulheres de Santana”, detalhou.
Segundo Marsili, os locais foram definidos com base em dados de maior incidência de ocorrências.
“Essas são as primeiras salas em batalhões, pois aqui, na Zona Sul de Macapá, temos uma grande demanda. Esperamos acolher melhor essas mulheres e, assim, oferecer um direcionamento mais eficiente no atendimento. A sociedade também precisa fazer sua parte: denunciar, se envolver e não se calar diante da violência”, completou.
A capitã Waldenice Nogueira, coordenadora da Patrulha Maria da Penha, também enfatizou o papel da nova estrutura.
“A Sala Lilás é um espaço que representa mais um mecanismo de proteção. É um marco para a Polícia Militar e reforça nosso compromisso no combate à violência doméstica. Esse espaço permite um acolhimento mais humanizado, especialmente para as mulheres que não conseguem ser atendidas em casa, por medo ou dependência de familiares que dificultam o acesso à ajuda”, explicou.
A capitã destacou ainda que o atendimento não será restrito apenas às mulheres com medidas protetivas.
“Outras mulheres que ainda não denunciaram, mas precisam de orientação, também serão atendidas e encaminhadas para a rede de apoio, inclusive judicial, se necessário. Estamos ampliando as alternativas para que nenhuma mulher se sinta sozinha ou sem saída”, reforçou.
Inicialmente, o horário de atendimento será das 8h às 13h, seguindo o expediente da Polícia Militar. No entanto, como a Patrulha Maria da Penha atua em regime alternado, o atendimento poderá ocorrer em outros turnos, de acordo com a necessidade de cada caso.
A iniciativa deve ser expandida para outras regiões do estado nos próximos meses, fortalecendo a rede de proteção à mulher no Amapá.


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