O Governo do Estado do Amapá realizou, na manhã desta terça-feira (3), um workshop voltado à educação ambiental e cidadania, dentro da programação oficial da campanha Junho Verde 2025. O encontro aconteceu no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), em Macapá, e reuniu profissionais da educação, acadêmicos, representantes de organizações ambientais e empreendedoras da sociobioeconomia.
Com o tema “Educação Ambiental e Cidadania para o Empoderamento Comunitário”, o evento foi promovido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e destacou a importância de políticas públicas ambientais que envolvam a base educacional e a valorização dos saberes locais.
A secretária estadual do Meio Ambiente, Taísa Mendonça, destacou que o mês de junho representa uma oportunidade estratégica para reforçar o compromisso com o meio ambiente e aproximar a sociedade das ações do governo:
"A gente está no mês do Meio Ambiente e a nossa base nesse mês é o fortalecimento das políticas públicas ambientais. E não tem como falar em fortalecimento sem falar de educação ambiental. Este workshop é uma demonstração disso: temos aqui pedagogos, acadêmicos e profissionais que levam esse conhecimento para a base, que são os estudantes. Também estamos valorizando a sociobioeconomia, com exposição de produtos regionais que mostram o potencial sustentável da nossa terra", afirmou a secretária.
Além de palestras e rodas de conversa, o evento contou com uma feira de produtos sustentáveis produzidos por comunidades tradicionais e associações locais. Um dos destaques foi a Associação de Mulheres Extrativistas Sementes do Araguari, do município de Porto Grande, representada pela presidente Arlete Pantoja Leal.
Arlete compartilhou a trajetória da associação, formada por 68 mulheres que tiram o sustento da floresta sem causar danos ao meio ambiente:
"A gente trabalha com sementes como andiroba, copaíba, pracaxi, entre outras. Todas nós somos mães de família e fazemos a coleta nas florestas de conservação, com muito orgulho. Vivemos da floresta em pé. Por muitos anos, nossa comunidade sobreviveu do garimpo ilegal. Quando isso acabou, ficamos sem renda. Encontramos nas sementes uma nova forma de viver e de sustentar nossas famílias, sem destruir nada. Isso é dignidade, é consciência ambiental", relatou emocionada.
A associação produz óleos e biocosméticos a partir das sementes extraídas e possui um espaço próprio com laboratório de produção. Os produtos, além de gerar renda, ajudam a manter viva a cultura tradicional e promovem a preservação do ecossistema do Araguari.
A atividade também contou com a presença da doutora Isabela Kojin Peres, do Fundo Brasileiro de Educação Ambiental (FunBEA), que palestrou sobre alternativas sociobioeconômicas frente às mudanças climáticas. Para a Sema, acadêmicos e professores são agentes fundamentais para multiplicar essas práticas sustentáveis nas escolas e comunidades.


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