A Delegacia Especializada em Crimes contra o Patrimônio (DECCP) divulgou um balanço das operações realizadas em 2024, com destaque para a recuperação de 85 aparelhos celulares subtraídos em ações criminosas. As investigações levaram ao indiciamento de diversos suspeitos por crimes de roubo e receptação, além de permitir a devolução da maioria dos dispositivos aos seus proprietários.
O delegado Celso Pacheco, da DECCP, explicou que o trabalho da unidade envolve a apuração de crimes de roubo, que têm maior potencial ofensivo, e a consequente identificação de receptadores.
"Esse indiciamento na receptação é um crime periférico, mas essencial na investigação, porque fomenta o roubo. Nosso objetivo é reduzir esses crimes e restituir os bens às vítimas", afirmou.
Celulares roubados no Amapá foram encontrados em posse de receptadores dentro e fora do estado. A DECCP utilizou tecnologias de rastreamento e cruzamento de dados, contando com apoio de outras forças policiais em diferentes estados para recuperar os aparelhos.
"Temos todo um intercâmbio com outras unidades da federação para localizar e trazer esses dispositivos de volta. Grande parte dos celulares já foi devolvida aos seus legítimos proprietários", destacou o delegado.
Alerta para compradores de produtos sem procedência
Celso Pacheco reforçou a importância de não adquirir aparelhos celulares ou qualquer outro bem sem verificar sua origem.
"Muitos desses dispositivos são vendidos em plataformas online a preços atrativos, mas acabam sendo fruto de crimes. Quem compra está sujeito a responder por receptação, mesmo sem saber. Além disso, há casos em que até as notas fiscais apresentadas são falsificadas."
O delegado também enfatizou que os receptadores, ao alimentarem esse mercado ilícito, acabam contribuindo para a continuidade de crimes violentos, como roubos e latrocínios. Ele lembrou de casos em que as vítimas relataram a devolução de bens após anos de espera.
"A nossa maior satisfação é ver o bem devolvido ao dono, como foi o caso de um jovem que recebeu o celular no Natal, dois anos após o roubo. É esse tipo de resultado que buscamos diariamente."
A DECCP continua comprometida com a redução de crimes patrimoniais no Amapá, atuando para combater redes de receptação e responsabilizar tanto os autores dos roubos quanto aqueles que adquirirem produtos de forma ilícita.
