A rápida mobilização das forças de segurança resultou na prisão do suspeito de matar a jovem Ana Paula Viana Rodrigues, de 19 anos, encontrada morta dentro da loja onde trabalhava, no município de Santana, na Região Metropolitana de Macapá.
O caso, que causou forte repercussão no estado, é tratado inicialmente como latrocínio, roubo seguido de morte. O suspeito foi localizado após diligências realizadas por equipes da Polícia Civil, com apoio do Grupo Tático Aéreo (GTA) e da Polícia Militar.
Durante entrevista, o secretário de Justiça e Segurança Pública do Amapá, delegado Cézar Augusto Vieira, destacou a rapidez da atuação das forças policiais.
“Infelizmente mais uma tragédia na nossa sociedade. Mas houve uma pronta resposta da segurança pública, com o enfrentamento e êxito na prisão do acusado desse grave crime, mostrando o preparo das forças de segurança”, afirmou.
De acordo com o secretário, um dos elementos que ajudaram na investigação foi a localização de um objeto pertencente à vítima em um ponto conhecido pelo comércio de drogas.
“Um objeto da vítima foi encontrado em uma boca de fumo. Isso ajudou nas diligências e possibilitou chegar ao autor do crime”, explicou.
Segundo ele, em conversa preliminar com os investigadores, o suspeito teria admitido que cometeu o crime para conseguir recursos para comprar entorpecentes.
“Ele mencionou que praticou o roubo do aparelho celular da vítima para trocar por substância entorpecente. A motivação apresentada por ele foi justamente a necessidade de adquirir droga”, disse.
Apesar da linha principal apontar para latrocínio, o secretário ressaltou que a investigação ainda depende de análises periciais para confirmar todos os detalhes do crime.
“Preliminarmente trabalhamos com essa hipótese, mas dependemos de laudos da polícia científica e do médico-legista para termos segurança sobre todas as circunstâncias do caso”, explicou.
Durante a investigação, as autoridades também identificaram que o suspeito já possuía antecedentes criminais.
De acordo com o secretário, ele havia sido condenado por um homicídio cometido em 2018.
“Ele estava preso cumprindo pena por esse crime. Em outubro do ano passado, saiu em uma saída temporária autorizada judicialmente e não retornou ao sistema prisional”, informou.
Desde então, o homem era considerado foragido e vinha sendo procurado pelas forças policiais.
O secretário destacou que, apesar da rápida prisão, a morte da jovem representa uma perda irreparável para a família.
“A justiça está sendo feita, mas infelizmente não teremos a vítima de volta. Existe hoje uma família que chora essa perda”, afirmou.
Ele também fez um apelo para que a população colabore com as forças de segurança, denunciando crimes e atividades suspeitas.
“Pedimos que o cidadão de bem confie na segurança pública e realize denúncias anônimas. Qualquer informação pode ajudar a retirar criminosos de circulação e proteger a nossa sociedade”, concluiu.
