Em alusão ao Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais, o Governo do Estado do Amapá está promovendo uma intensa mobilização de saúde em Macapá. Até o fim desta semana, o Centro de Referência em Doenças Tropicais (CRDT) realiza testagens rápidas e gratuitas para as hepatites A, B, C, D e E. A ação integra a programação do Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho, e busca identificar casos da doença que, muitas vezes, permanecem assintomáticos.
De acordo com Leonardo Pereira, diretor do CRDT, os testes estão sendo feitos em livre demanda, ou seja, não é necessário apresentar encaminhamento médico.
“Basta comparecer ao CRDT das 8h às 17h e manifestar o desejo de fazer o teste. O atendimento é imediato e gratuito”, explicou.
Leonardo alertou para os perigos das hepatites virais, que podem evoluir silenciosamente e, em casos mais graves, levar à cirrose ou até ao câncer de fígado. Segundo ele, dados nacionais estimam que cerca de 750 mil pessoas já foram diagnosticadas com hepatite no Brasil ao longo dos últimos 25 anos, e outras 750 mil podem estar contaminadas sem saber.
“O problema é que o fígado é um órgão que não dói. Muitas pessoas só percebem que estão doentes quando a hepatite já está em estágio avançado”, destacou o diretor.
Ele também reforçou que as hepatites B e C são as mais graves, sendo a B prevenível por vacina, disponível nas Unidades Básicas de Saúde, e a C tratável com medicamentos que garantem cura em até três meses.
Os principais sintomas a serem observados incluem pele e olhos amarelados (icterícia), barriga inchada, vômitos, fezes esbranquiçadas e fadiga intensa.
“Ao menor sinal, é fundamental procurar atendimento”, alertou Leonardo.
Além da testagem, a programação do Julho Amarelo conta com capacitações voltadas a profissionais da saúde e estética, que estão sendo realizadas no Senac. O objetivo é garantir que esses profissionais saiam formados já com conhecimentos sobre biossegurança, evitando contaminações em ambientes como salões de beleza.
“Detectamos que muitas contaminações ocorrem em procedimentos simples, como manicure, quando os materiais não são devidamente esterilizados. Por isso, capacitar é também uma forma de prevenir”, finalizou o diretor.
