O prefeito afastado de Macapá, Dr. Furlan, anunciou nas suas redes sociais que será pré-candidato ao governo do Amapá, mesmo após ter sido afastado do cargo nesta quarta-feira (4). A decisão foi tomada no contexto da segunda fase da Operação Paroxismo, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um possível esquema de fraude à licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro em contratos ligados à construção do novo Hospital Geral Municipal de Macapá.
A Justiça, por meio do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento de Furlan, do vice-prefeito e de outros servidores por 60 dias, além do cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão em Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN). A investigação mira contratos com recursos federais destinados à obra, orçada em cerca de R$ 69 a R$ 70 milhões.
Em vídeo publicado nesta manhã, Furlan disse:
“Olá, pessoal. Diante dos últimos acontecimentos, quero me declarar pré-candidato a governador do Estado. Tudo o que a gente esperava está acontecendo. Ataques, perseguições, atrasos. E a gente sabia que isso ia acontecer. Mas eles não estão indo contra o Furlan. Estão indo contra a vontade do povo, contra a população de Macapá e de todo o Estado do Amapá. Diante disso, quero aqui reafirmar que sou pré-candidato a governador do estado Amapá para construir um futuro melhor, cheio de trabalho, de realizações, de felicidade e de alegria ao lado do nosso povo. Meu compromisso é com o povo e eu conto com vocês para a gente vencer tudo e todos.”
No vídeo, Furlan tenta posicionar sua pré-candidatura como uma continuidade política apesar dos desdobramentos judiciais, afirmando que as ações contra ele seriam, na sua visão, perseguições políticas e um ataque à vontade popular.
O que se sabe sobre a Operação Paroxismo
A Operação Paroxismo já vinha investigando irregularidades no âmbito das obras do hospital municipal desde fases anteriores, e nesta segunda etapa, a Polícia Federal aprofundou as apurações, com autorização do STF, por conta de indícios de fraude no processo licitatório, desvio de verbas públicas e operações que podem ser configuradas como lavagem de dinheiro.
Com o afastamento do prefeito e do vice, a partir de agora a Câmara Municipal de Macapá deve designar um substituto interino até que o caso seja esclarecido nas instâncias judiciais competentes.
