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Terça-feira, 11 de Agosto de 2026
Após decreto de emergência, Governo do Amapá adota medidas para conter avanço de síndromes respiratórias

Saúde

Após decreto de emergência, Governo do Amapá adota medidas para conter avanço de síndromes respiratórias

Com alta de internações pediátricas, estado amplia estrutura hospitalar e reforça cuidados preventivos.

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O Governo do Amapá decretou, na terça-feira (20), situação de emergência em saúde pública diante do expressivo aumento de atendimentos de pacientes, especialmente crianças, com síndromes respiratórias nos hospitais estaduais. Com o decreto, uma série de medidas emergenciais foi iniciada para ampliar a capacidade de assistência nas unidades de saúde.

As instituições mais afetadas são o Hospital da Criança e do Adolescente (HCA) e o Pronto Atendimento Infantil (PAI), ambos com 100% de ocupação nos leitos clínicos e de UTI. Só na última semana, houve um aumento de 25% nas internações em comparação ao período anterior. De abril até 20 de maio, o PAI registrou 1.215 crianças com síndrome gripal e 257 com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Profissionais da saúde atuam em regime intensificado no Pronto Atendimento Infantil, que registra lotação máxima nos leitos clínicos e de UTI. Foto: Gabriel Maciel/Sesa

 

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Diante do cenário, o governo estadual está adotando medidas como:

  • Abertura de novos leitos;

  • Reorganização do fluxo de atendimento;

  • Instalação de salas vermelhas, com suporte avançado à vida, funcionando como unidades semi-intensivas;

  • Implantação de salas brancas, com ambiente controlado para minimizar o risco de contaminação cruzada.

Segundo a Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), o Amapá se encontra em nível de alerta ou risco para surto de SRAG, com prevalência do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), causador de doenças como a bronquiolite, que compromete a oxigenação dos pulmões. Também foram registrados casos de Influenza A e B, além de Covid-19.

A decisão do governador Clécio Luís considera o Alerta Epidemiológico nº 8, de 15 de maio, emitido pela SVS, e o Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que apontam o crescimento sustentado desses quadros respiratórios. O impacto também se reflete na rede privada, que enfrenta dificuldades semelhantes em sua capacidade de atendimento.

Outras unidades da rede estadual também sofrem com o aumento da demanda. O Hospital da Mulher Mãe Luzia, por exemplo, notificou 51 casos de síndromes respiratórias em recém-nascidos com até 28 dias de vida entre janeiro e 21 de maio. Destes, 14 foram internados na UTI Neonatal e 4 precisaram de intubação. A maioria dos bebês infectados já havia recebido alta e contraiu os vírus em casa.

No Hospital Estadual de Santana, 3.044 pacientes com sintomas respiratórios procuraram atendimento entre abril e 20 de maio. A unidade tem reforçado as ações educativas, destacando a importância da vacinação, higiene das mãos e o uso de máscaras por pessoas com sintomas gripais, medidas fundamentais durante o inverno amazônico, período de maior circulação viral.

Entrevista com o Secretário Adjunto de Assistência Hospitalar, Rinaldo Martins

Em entrevista ao Portal de Notícias EricQueiroz.com.br, o secretário Rinaldo Martins explicou os desdobramentos do decreto:

“O decreto foi necessário a partir de uma nota técnica do Hospital da Criança, que alertava sobre a superlotação do HCA e do PAI. O alerta epidemiológico é um aviso, mas quando temos aumento de internações, precisamos agir rápido. O decreto nos permite articular com municípios, acionar o Ministério da Saúde e, se preciso, a Força Nacional”, disse.

Martins destacou também os esforços para ampliar o atendimento:

“Além dos hospitais contratados como o de Vila Amazonas, em Santana, e o Marcosel, em Macapá, estamos em tratativas com o Hospital Universitário e a Ebserh para abertura de uma ala pediátrica.”

Durante entrevista, o secretário Rinaldo Martins destacou a importância da vacinação e dos cuidados sanitários para conter a disseminação dos vírus respiratórios. Foto: Eric Queiroz

 

Sobre a prevenção, o secretário reforça o papel da população:

“Saímos de uma pandemia, e muitos ainda esqueceram os cuidados básicos. Temos baixa cobertura vacinal no estado. É fundamental que os pais vacinem seus filhos, mantenham os pequenos gripados em casa, usem máscaras, lavem as mãos e evitem contato com pessoas doentes. Não é hora de pânico, mas sim de responsabilidade coletiva.”

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Foto: Eric Queiroz
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Publicado por:

Eric Queiroz

Eric Queiroz, nascido em Caiena (1991), é jornalista com 15 anos de carreira, destacando-se no jornalismo policial, atualmente é repórter/diretor do programa "Bronca Pesada" (TV Cidade). Também atua no rádio e escreve colunas online.

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