O Amapá sediou nesta quarta-feira, 27, a 4ª Reunião Ordinária do Comitê Permanente de Gestão da Pesca e do Uso Sustentável dos Recursos Pesqueiros Continentais das Bacias Amazônica e Tocantins-Araguaia (CPG Norte). O evento, realizado no auditório do Sebrae-AP, reuniu especialistas, gestores, pescadores e representantes de comunidades locais para debater políticas e práticas de sustentabilidade na pesca, com foco em espécies como camarão da Amazônia, mapará e pirarucu. A reunião também contou com a participação de representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura.
Coordenado pela Secretaria de Estado da Pesca e Aquicultura (Sepaq), o encontro visa subsidiar o Governo Federal na formulação e avaliação de políticas para o desenvolvimento sustentável da pesca. Segundo o secretário Paulo Nogueira, sediar a reunião reforça o compromisso do Amapá com o setor pesqueiro.
“Hoje temos a oportunidade de receber o CPG aqui no Amapá. Essa quarta reunião é muito importante porque marca o início de uma nova história para a pesca no estado. Estamos trabalhando em um diagnóstico detalhado da pesca, que será entregue em dezembro, incluindo a estatística pesqueira como próximo passo. Isso nos permitirá dados mais precisos para orientar ações, principalmente na questão do camarão, que será um dos temas centrais do encontro. Além disso, daremos atenção ao mapará, que enfrenta desafios em algumas regiões, e ao pirarucu, que, apesar de seu alto valor comercial, ainda demanda técnicas para melhorar sua produção em quantidade e qualidade”, afirmou Nogueira.
Bianca Souza, coordenadora suplente do CPG Norte pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, destacou a importância de ações integradas para o desenvolvimento sustentável do setor. "O trabalho conjunto entre os estados e o Governo Federal é essencial para equilibrar a produção pesqueira e a conservação dos recursos naturais. A participação ativa dos pescadores e das comunidades locais neste debate fortalece as políticas públicas e garante que elas sejam construídas com base na realidade de quem vive da pesca", afirmou Bianca.
O presidente da Federação da Pesca do Amapá, Leidinaldo Gama, também ressaltou o potencial pesqueiro do estado e a importância de políticas públicas para fortalecer o setor. “O CPG é essencial porque reúne diversos atores, como pescadores, colônias, federações e a Sepaq, para debater questões cruciais, como o camarão e outras espécies. É um momento para avaliar os impactos da atividade pesqueira e buscar equilíbrio com o meio ambiente. O potencial do Amapá é imensurável e, bem trabalhado, pode se tornar um dos principais geradores econômicos do estado. A pavimentação da BR-156, por exemplo, será um fator decisivo para escoar a produção”, ressaltou.
A pesca, além de ser um dos pilares econômicos do Amapá, é fundamental para a subsistência das comunidades ribeirinhas. Durante o encontro, foram debatidas estratégias para o ordenamento da pesca e ações que garantam a sustentabilidade dos recursos naturais, fortalecendo a atividade no estado.


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