O Governo do Estado do Amapá iniciou nesta terça-feira (23) uma série de oficinas para elaborar o novo ciclo do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento, Queimadas e Incêndios Florestais (PPCDAP), que terá vigência entre 2026 e 2030. As atividades, conduzidas pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), reúnem órgãos estaduais, municipais, federais e representantes da sociedade civil, em um esforço de construção coletiva.
De acordo com Jaqueline Homobomo Nobre, coordenadora para Clima e Serviços Ambientais da Sema, o plano é o principal instrumento de gestão ambiental do estado, e está em fase de transição entre o ciclo atual (2022–2025) e o próximo.
“O PPCDAP funciona como um planejamento estratégico para prevenção e combate ao desmatamento, queimadas e incêndios florestais. Estamos encerrando um ciclo e construindo o próximo, com foco em ampliar a participação da sociedade e alinhar as ações entre diferentes instituições. Após a oficina, a minuta ficará disponível ao público para sugestões e será validada por instâncias técnicas e pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema)”, explicou.
Segundo ela, o maior desafio está na integração dos esforços:
“Toda vez que uma ação é executada de forma isolada, o custo tende a ser maior e os resultados menores. O plano traz esse direcionamento coletivo, não só no combate ao fogo, mas também em sensibilização, monitoramento de indicadores e diálogo permanente”, destacou Jaqueline.
A coordenadora também ressaltou que o Amapá possui particularidades que precisam ser consideradas:
“O PPCDAP estadual é consequência do plano federal, o PPCDAm, mas tem o papel de evidenciar nossas especificidades. O Amapá começou a elaborar seu próprio plano em 2009, porque entende que sua realidade é diferente do restante da Amazônia”, completou.
Operação Amapá Verde
O combate às queimadas no estado também conta com o reforço do Corpo de Bombeiros Militar, que atua na Operação Amapá Verde. Lançada em 21 de agosto, a iniciativa já registrou mais de 70 ocorrências em pouco mais de um mês.
O Capitão Rithlely Barbosa, oficial de monitoramento da operação, destacou a importância da cooperação entre os órgãos ambientais e de segurança:
“A operação é a maior do Corpo de Bombeiros e vai além do combate direto. Temos ações de prevenção, como palestras, reuniões com autoridades e comunidades, além do mapeamento dos municípios com maior incidência de queimadas. Esse alinhamento com a Sema e demais parceiros é fundamental para inserir as equipes nos locais mais críticos”, explicou.
O oficial reforçou que o período mais crítico está em andamento:
“Entre agosto e dezembro, a estiagem intensifica os focos de calor, e outubro é historicamente o mês mais grave. Hoje contamos com 67 militares distribuídos em 12 municípios para atuar tanto na prevenção quanto no enfrentamento aos incêndios florestais”, informou Barbosa.
As oficinas seguem até sexta-feira (26), na Sala de Colegiados da Sema, em Macapá, com a missão de consolidar propostas que unam preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.


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