Faleceu no dia 11 de dezembro de 2024, no Hospital Universitário (HU), Alan Batista Assunção Monteiro, aos 49 anos, em decorrência de falência múltipla dos órgãos, após complicações causadas por problemas cardíacos. Alan, conhecido por sua dedicação à Polícia Penal e pela luta por melhorias para sua categoria, deixa um legado de compromisso, determinação e humanidade.
Nascido em Belém do Pará, em 11 de julho de 1975, Alan mudou-se com a família para Serra do Navio em 1985, onde viveu uma infância marcada por talentos artísticos e paixão pela música. Autodidata, aprendeu a tocar violão e instrumentos de percussão, chegando a criar sua própria bateria com as panelas da mãe. Anos depois, em Macapá, onde a família se estabeleceu definitivamente, fundou o grupo de pagode Samba Terra, que marcou presença em eventos culturais da cidade.
Embora fosse apaixonado pela música, Alan compreendia as dificuldades de viver da arte no Amapá. Incentivado pela mãe, dedicou-se aos estudos para concursos públicos. Em 2007, foi aprovado no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (IAPEN), profissão à qual se dedicou com empenho e paixão. Conhecido como "Alan Bope" por seu perfil operacional, buscava constantemente aperfeiçoamento por meio de cursos e treinamentos, tornando-se uma referência na área de segurança pública.
Alan também se destacou como líder e defensor da Polícia Penal, engajando-se em movimentos em prol de melhorias para a classe. Sua dedicação ia além da farda: era uma pessoa conciliadora, amiga e sempre disposta a ajudar quem estivesse ao seu redor.
Na vida pessoal, Alan foi pai de duas filhas, Juliana, de 16 anos, e Alice, de 13 anos, a quem dedicava cuidados e atenção exemplares. Mesmo enfrentando dificuldades e desafios, como o falecimento do pai em 2018 e a separação de sua primeira esposa em 2019, Alan manteve-se resiliente e sonhador, com o desejo de proporcionar o melhor para sua família e para o Amapá.
Em 2018, candidatou-se a deputado estadual pelo partido Democracia Cristã, com o objetivo de transformar suas lutas em políticas públicas para o bem da sociedade. Apesar de não ter sido eleito, sua atuação e seus sonhos inspiraram muitos que o acompanharam.
Alan Monteiro parte deixando um legado de coragem, dedicação e amor ao próximo. Sua ausência será profundamente sentida por familiares, amigos e colegas de profissão, mas sua memória permanecerá viva no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.
Que sua trajetória inspire futuras gerações a lutar por seus sonhos e por um mundo mais justo. Alan Monteiro, presente!


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