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Sexta-feira, 28 de Agosto 2026
Projeto Carnaval Sem Fronteiras leva formação e intercâmbio cultural ao Oiapoque
Cultura

Projeto Carnaval Sem Fronteiras leva formação e intercâmbio cultural ao Oiapoque

Segunda etapa da iniciativa reúne artistas, comunidade e representantes culturais para atividades gratuitas no Museu Kuahi, neste sábado, 29

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Depois de passar por Mazagão Velho, o projeto “Carnaval Sem Fronteiras: Formação e Integração Cultural com Piratas Estilizados” chega ao município de Oiapoque para mais uma etapa de atividades voltadas à formação e ao intercâmbio cultural. A programação acontece neste sábado, 29, no Museu Kuahi, com participação gratuita e aberta à comunidade.

A proposta busca aproximar artistas, brincantes, mestres da cultura e agentes culturais de diferentes territórios, promovendo a troca de conhecimentos e experiências. No Oiapoque, a iniciativa ganha ainda mais significado por ocorrer em uma região marcada pela diversidade cultural e pela proximidade com a fronteira.

Projeto Carnaval Sem Fronteiras chega ao Oiapoque para mais uma etapa de formação e intercâmbio cultural.
Projeto Carnaval Sem Fronteiras chega ao Oiapoque para mais uma etapa de formação e intercâmbio cultural.

O projeto estabelece conexões entre o carnaval amapaense e manifestações culturais presentes na Guiana Francesa, valorizando as diferentes linguagens e tradições que fazem parte da identidade amazônica.

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Pela manhã, será realizada uma roda de conversa com a comunidade e representantes do poder público municipal. Estão previstas as participações do secretário de Turismo de Oiapoque, George da Silva Bacelar, e do representante da área da Cultura, Jansen Rafael Silva.

No período da tarde, a programação continua com a oficina de percussão “Folia Lab”, conduzida como um espaço de aprendizado e compartilhamento de experiências com os mestres de bateria da Orquestra de Bambas, da escola de samba Piratas Estilizados.

Segundo o coordenador-geral do Instituto Amazônia Criativa, Jó Sales, a iniciativa pretende ampliar o alcance das ações culturais e reforçar a importância do carnaval como expressão do patrimônio amazônico.

“A iniciativa busca fortalecer o carnaval como patrimônio cultural vivo, estimular a formação artística, valorizar os saberes tradicionais e ampliar a circulação das ações culturais para além da capital, conectando diferentes territórios e fortalecendo a identidade cultural amazônica”, destacou.

Atividades no Museu Kuahi vão reunir comunidade, artistas e representantes da cultura da região de fronteira.
Atividades no Museu Kuahi vão reunir comunidade, artistas e representantes da cultura da região de fronteira.

Para o presidente dos Piratas Estilizados, Thiago Lima, levar a experiência da agremiação a outras regiões do estado contribui para a valorização dos conhecimentos e tradições locais.

“O Carnaval é o maior espetáculo teatral a céu aberto e nossa agremiação tem primado por trazer para a população a valorização dos saberes e tradições do povo amapaense. Poder chegar até o norte do Estado com um pouco dessa nossa vivência é muito gratificante”, afirmou.

Próxima parada será Macapá

Após a programação no Oiapoque, o Carnaval Sem Fronteiras seguirá para Macapá, onde será promovida a etapa de encerramento do projeto, prevista para setembro.

Oficina Folia Lab promove troca de experiências com mestres da bateria Orquestra de Bambas.
Oficina Folia Lab promove troca de experiências com mestres da bateria Orquestra de Bambas.

A iniciativa é realizada pela escola de samba Piratas Estilizados, em parceria com o Instituto Amazônia Criativa, e conta com patrocínio da Vale. Nesta etapa, também participam da realização a Duas Tela Produtora Cultural, com apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e da Prefeitura de Oiapoque, além da parceria da Plataforma Gwatah.

Primeira etapa aconteceu em Mazagão Velho

O projeto teve início em Mazagão Velho, no mês de junho. Na ocasião, representantes da cultura local, integrantes da comunidade e o carnavalesco carioca Cid Carvalho, ligado aos Piratas Estilizados, participaram de uma roda de conversa sobre memória e patrimônio cultural.

A programação também contou com a oficina Folia Lab, conduzida pelos mestres Renatinho e Jerferson Mendonça, da bateria Orquestra de Bambas.

Outro ponto desenvolvido durante a primeira etapa foi o registro das experiências vividas pelos participantes por meio da plataforma Jornada Gwatah, contribuindo para a preservação da memória das atividades realizadas.

FONTE/CRÉDITOS: Fotos: Reprodução

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