O Governo do Amapá inaugurou nesta terça-feira (26) o novo prédio do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas (Caps AD III – Espaço Acolher), em Macapá. Localizado no bairro Jesus de Nazaré, o espaço passa a oferecer uma estrutura ampliada, moderna e voltada para o atendimento humanizado de pessoas em situação de dependência de álcool e outras drogas.
Com 14 anos de atuação no estado, a unidade atende atualmente cerca de 950 usuários, realizando em média 470 atendimentos mensais. Agora, com o novo prédio, o serviço contará com consultórios, enfermarias, recepção, triagem, farmácia, salas de grupos terapêuticos, espaços de psicologia, terapia ocupacional, serviço social, copa, repouso e sala multiprofissional.
Atendimento ampliado e humanizado
Durante a inauguração, o governador Clécio Luís destacou a relevância da nova estrutura.
“Estamos entregando mais um equipamento público de saúde fundamental. Esse Caps atende pessoas que buscam tratamento contra dependência de álcool e drogas, muitas delas em situação de rua. O prédio foi estruturado com oito salas de atendimento e uma enfermaria, que funcionará em regime diurno inicialmente, mas a partir de outubro passará a oferecer atendimento 24 horas, com quatro leitos femininos e quatro masculinos. Isso garante um espaço mais adequado para recuperação e reinserção dos usuários”, afirmou.
A secretária de Estado da Saúde, Nair Mota, reforçou o papel da arte como recurso terapêutico no novo espaço.
“O Caps Acolher chega revitalizado, pensado para atender com qualidade e acolhimento. Aqui, a arte é um recurso terapêutico central, permitindo que o paciente se expresse e se reconecte com a própria identidade. É um serviço voluntário e gratuito, que fortalece a rede estadual de saúde mental. Muito em breve, também passará a funcionar 24 horas”, destacou.
Arte como terapia
De acordo com o gerente do Caps AD III, Rômulo Pantoja, o uso da arte será o diferencial do atendimento.
“Estamos oferecendo um espaço mais amplo e humanizado, no qual a arte-terapia é o carro-chefe. Música, pintura, artesanato, agricultura e cinema são algumas das atividades que ajudam no processo terapêutico, permitindo que os profissionais compreendam melhor a realidade de cada paciente e façam intervenções mais eficazes. O próprio ambiente já reflete essa proposta, com murais artísticos que acolhem desde a entrada”, explicou.
Rede integrada de saúde mental
A coordenadora estadual de Saúde Mental da Sesa, Marlúcia Milhomem, destacou que o Caps Acolher é referência no estado e atende pacientes dos 16 municípios amapaenses.
“O antigo prédio contava com apenas seis salas; agora, temos mais de dez, incluindo espaços para grupos e oficinas terapêuticas. Esse é um avanço conquistado após 11 anos de luta. O Caps não atua sozinho: trabalha em rede com as unidades básicas de saúde, outros Caps, além da assistência social e educação. Isso garante que o usuário seja acompanhado de forma integral e tenha mais chances de reinserção social”, ressaltou.
A inauguração contou com programação cultural, incluindo show do cantor Wanderley Andrade e apresentação do grupo vocal Jeane Souza e Banda, reforçando o papel da arte como elemento de acolhimento e identidade cultural no processo terapêutico.


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