O Amapá sediou, nesta quarta-feira (18), em Macapá, o 1º Fórum Nacional de Secretários de Mineração, reunindo autoridades e especialistas para discutir políticas públicas voltadas ao setor mineral e à cadeia produtiva do petróleo. O encontro reforça o protagonismo do estado em um momento considerado estratégico para o desenvolvimento energético do país.
Para o vice-governador Antônio Teles Júnior, o evento marca uma nova fase para o Amapá e para a Região Norte, inseridos em um cenário global onde os recursos minerais e energéticos ganham ainda mais relevância. Segundo ele, o fórum reúne gestores municipais e estaduais com o objetivo de alinhar diretrizes e fortalecer o setor.
“Estamos vivendo uma nova era no setor mineral, de óleo e gás. Esse é um dos segmentos mais estratégicos do mundo, diretamente ligado a conflitos globais e à transição energética. Precisamos garantir segurança no gerenciamento desses recursos e posicionar o Amapá nesse debate nacional e internacional”, destacou.
Teles Júnior também enfatizou o papel da Margem Equatorial, considerada uma nova fronteira de exploração energética, com potencial de atrair investimentos e ampliar a participação do Brasil no cenário global. Ele ainda ressaltou a importância dos chamados minerais críticos e terras raras, fundamentais para tecnologias e energias renováveis.
“O Brasil precisa avançar não apenas como fornecedor de matéria-prima, mas como protagonista, agregando tecnologia e valor nesse processo”, completou.
O secretário de Estado da Mineração, Mamede Barbosa, reforçou que o Amapá tem ganhado destaque nacional com a retomada de projetos importantes no setor. Entre eles, a reativação da mineração pela empresa Amapá Metals e o avanço de novos empreendimentos em diferentes regiões do estado.
“O Amapá voltou a ser alvo das atenções no Brasil quando o assunto é mineração e petróleo. Temos investimentos significativos e novos projetos em andamento, o que deve impulsionar a economia e gerar oportunidades”, afirmou.
Ele também destacou que os resultados do fórum devem ser percebidos a médio e longo prazo, incluindo iniciativas voltadas à descarbonização, como o uso de diesel vegetal no transporte.
Presidente do Fórum Nacional de Secretários de Minas e Energia, Ronney Peixoto ressaltou o potencial da Região Norte como nova fronteira energética do país. Para ele, estados como Amapá, Amazonas, além de países vizinhos como Guiana e Suriname, formam um “arco de desenvolvimento” no setor.
“Esses segmentos são intensivos em mão de obra e têm grande capacidade de gerar emprego e renda. A transição energética não compromete o desenvolvimento econômico, pelo contrário, ela contribui para ele. Mas é essencial desenvolver a Margem Equatorial para garantir a autossuficiência energética do país”, explicou.
Peixoto também destacou que sustentabilidade e desenvolvimento precisam caminhar juntos. “Hoje não há espaço para empreendimentos que não sejam sustentáveis. Mineração e preservação ambiental devem andar lado a lado”, pontuou.
Durante o evento, também foram apresentadas alternativas sustentáveis para o setor, como o diesel vegetal. O vice-presidente de operações da Be8 Energy, Leandro Luiz Zat, apresentou uma solução que pode substituir integralmente o diesel fóssil.
“O produto é uma alternativa importante para a descarbonização, podendo ser utilizado em diferentes modais, como o transporte marítimo e rodoviário. O Amapá vive um momento promissor, com grande potencial de desenvolvimento, e estamos aqui para identificar oportunidades e contribuir com soluções sustentáveis”, destacou.
O fórum consolida o Amapá como um dos principais pontos de discussão sobre o futuro energético do Brasil, reunindo propostas que devem orientar políticas públicas e investimentos nos próximos anos.


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