Na manhã desta segunda-feira (19), o Ministério Público do Amapá (MP-AP) realizou uma grande ofensiva contra suspeitas de irregularidades em contratos públicos. A ação, denominada Operação Perda Total, foi executada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Núcleo de Investigações do MP (Nimp), com o suporte da Polícia Civil, por meio da Core e do Denarc, e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco).
Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão nos municípios de Macapá e Santana. Os alvos incluíam residências de suspeitos, a sede de uma empresa privada e até um órgão público. A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 1 milhão nas contas bancárias de cada investigado.
As investigações miram um possível esquema de fraudes em um contrato firmado entre um órgão estadual e uma empresa do setor privado, que tinha como objeto a manutenção da frota de veículos oficiais. Há indícios de crimes como falsificação de documentos públicos, manipulação de processos administrativos, corrupção ativa e passiva, além da participação em organização criminosa.
Em nota oficial, o Governo do Amapá informou que todos os servidores envolvidos foram afastados imediatamente de suas funções por ordem do governador Clécio Luís. A gestão estadual declarou total apoio às investigações e reafirmou seu compromisso com a legalidade, a ética e a transparência no serviço público.
Em conversa com o portal EricQueiroz.com.br, o diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Rorinaldo Gonçalves, esclareceu que a diligência realizada na sede do órgão refere-se a um contrato de manutenção de veículos iniciado em 2018 e encerrado já em 2024, sob sua atual gestão.
“Determinei a imediata apuração dos fatos e procedi à exoneração de todos os envolvidos no período em que ocorreram as supostas irregularidades identificadas”, afirmou.


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