A noite de ontem, 24 de junho, foi marcada por um episódio de revolta popular no bairro Açaí, zona norte de Macapá. Moradores detiveram e agrediram Raimundo Gonçalves Júnior, acusado de estupro, antes da chegada da Polícia Militar. O homem, que já possuía mandados de prisão em aberto, foi amarrado e espancado pela população.
A ocorrência foi detalhada pelo Capitão Adriano, do Segundo Batalhão da Polícia Militar. Segundo ele, a equipe foi acionada via Centro Integrado de Operações de Defesa Social (CIODS) para atender a uma ocorrência de linchamento. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram Raimundo Gonçalves Júnior caído e sendo acusado de aliciamento e estupro de menor/vulnerável.
Uma investigação mais aprofundada da equipe policial revelou que o acusado possuía vários Boletins de Ocorrência (BOs) e dois mandados de prisão em aberto registrados no sistema.
O Capitão Adriano também informou que Raimundo Gonçalves Júnior teria tentado se aproximar da vítima pelas redes sociais, buscando marcar um encontro há algum tempo.
"Segundo informações de familiares, através do Instagram ele entrou em contato com essa menor. A menor, no primeiro momento, bloqueou. Depois ele criou vários Instagrams para que ela pudesse aceitar", explicou o Capitão.
A vítima, após recusar um Uber solicitado, foi abordada pelo acusado, que a levou para um local desconhecido, descrito por ela como um "kitnet", onde o estupro foi consumado.
A família da vítima teve um papel crucial na captura do agressor.
"A família também fez o mesmo procedimento, criou também perfil falso, e com isso conseguiu marcar o encontro e fez todo um trabalho para que se chegasse a esse indivíduo que estava ali praticando vários atos sequenciais com relação a estupros vulneráveis aqui na nossa área norte", relatou o Capitão Adriano.
Após ser resgatado da situação de linchamento, Raimundo Gonçalves Júnior foi encaminhado primeiramente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para receber atendimento médico, e posteriormente apresentado na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DEAM). A vítima também foi encaminhada para realizar o exame de corpo de delito, procedimento padrão nesses casos.


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