A Defensoria Pública do Estado do Amapá abriu, nesta terça-feira (16), a segunda edição da exposição “A arte que nos move”, que segue aberta ao público até o dia 16 de outubro, no horário de expediente da instituição, das 8h às 13h30. O evento reúne obras de 14 artistas amapaenses, em um espaço de diálogo entre linguagens distintas, percorrendo pintura em tela, instalação, arte digital, gravura, pirogravura e outras técnicas.
O artista visual Will Cruz, coordenador do projeto, destaca que a iniciativa nasceu da coletividade e da necessidade de fortalecer o circuito independente de artes visuais no estado.
“Tudo é um trabalho coletivo. A primeira edição aconteceu no Macapá Shopping e já mostrava essa mistura de artistas experientes e iniciantes. O objetivo é criar um espaço de fala, um diálogo entre o público e as diferentes poéticas dos artistas. É também uma forma de dar acessibilidade e ajudar cada um a divulgar seu trabalho, porque o artista precisa ser visto pela sociedade e, ao mesmo tempo, se ver como artista”, explica Cruz.
Nesta edição, Will expõe produções em pirogravura misturada com pintura acrílica sobre madeira, além de trabalhos em ilustração digital, explorando sua versatilidade em múltiplas linguagens.
A diversidade de estilos também se expressa no trabalho da quadrinhista Aynan Del Tetto, que há nove anos trilha o caminho das artes.
“Eu trabalho com comic art, inspirado no estilo americano, mas também trago influências europeias e ilustrações digitais. A ideia de estar nesse coletivo é mostrar a variedade da arte feita no Amapá. O que me move é a possibilidade de transmitir sentimentos por meio de uma única imagem”, contou a artista, que já representou o estado em eventos em Manaus e Belo Horizonte.
Para o professor e artista plástico Ozy Rodrigues, o encontro amplia horizontes e valoriza a produção artística regional.
“Esse tipo de evento é essencial para fortalecer a produção visual do Amapá e abrir espaço para novos nomes. Meu trabalho dialoga com o regionalismo, mas não apenas no sentido turístico. Eu procuro retratar lembranças da infância, objetos simples que marcam a nossa cultura, como a lamparina, o pote de barro ou a pupunha com café. Tudo isso fala de Amazônia e de memória afetiva”, destacou.
Ao valorizar múltiplas perspectivas e trajetórias, a mostra se consolida como um espaço de reflexão política, social, cultural e histórica, além de estimular a circulação de vozes diversas no cenário artístico local.
Participam desta edição: Adriane Corrêa, Adriano Duarte, Aynan Del Tetto, Bele Sunflower, Diully Ferreira, Jana Luz, Leila Silva, Ozy Rodrigues, Priscila Araujo, Ronaldo Rony, Socorro Santos, Will Cruz, William Valente e Xavier.
A iniciativa é realizada de forma independente, com apoio da Defensoria Pública do Estado.


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