Na manhã desta quarta-feira (3), a Polícia Federal deflagrou a Operação Paroxismo, que apura um esquema de fraude em licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro em obras do Hospital Geral Municipal de Macapá, contrato firmado pela Prefeitura da capital.
Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em Macapá e outros dois em Belém (PA), com autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O contrato alvo da investigação foi assinado em maio de 2024, no valor de R$ 69,3 milhões.

De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que um grupo estruturado, composto por agentes públicos e empresários, atuava para direcionar a licitação, desviar recursos e pagar propinas. O esquema utilizava entregas físicas de dinheiro e movimentações bancárias para ocultar a origem ilícita dos valores. Um dos investigados teria chegado a sacar aproximadamente R$ 9 milhões em espécie.
Fontes ligadas à investigação revelaram que entre os alvos está o prefeito de Macapá, Dr. Furlan (MDB). A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou os mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao gestor.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, um dos investigados teria tentado se desfazer de um aparelho celular para ocultar provas e dificultar a apuração. Ele foi preso em flagrante pelo crime de embaraço à investigação de organização criminosa, cuja pena pode variar de 3 a 8 anos de prisão, sem direito a fiança. O suspeito foi levado à sede da PF em Macapá, e posteriormente encaminhado ao Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), onde permanece à disposição da Justiça.
A Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Macapá informou que, até o momento, não vai se manifestar sobre o caso.


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