O Governo do Amapá deu início a uma nova etapa de qualificação voltada a enfermeiros e enfermeiras da Atenção Primária à Saúde (APS), com foco na inserção do Dispositivo Intrauterino (DIU) nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso das mulheres a métodos contraceptivos seguros e gratuitos, além de fortalecer o papel da enfermagem no cuidado e planejamento reprodutivo.
A formação, realizada no auditório do Conselho Regional de Enfermagem do Amapá (Coren/AP), em Macapá, conta com aulas teóricas e práticas que abordam acolhimento humanizado, manejo clínico e técnica de inserção do DIU. Após o curso, os profissionais estarão aptos a realizar o procedimento durante as consultas de enfermagem, descentralizando o serviço e tornando o atendimento mais ágil e próximo da comunidade.
A secretária de Estado da Saúde, Nair Mota, destacou que o treinamento reforça o compromisso do governo em qualificar os profissionais e ampliar a oferta de serviços na atenção básica.
“Essa capacitação é mais uma ação do Governo do Estado voltada à saúde reprodutiva. Vamos iniciar com 46 profissionais, que atuarão como multiplicadores desse conhecimento. É um passo importante para fortalecer a atenção primária, que é a porta de entrada de todo o sistema de saúde”, afirmou.
Ela ressaltou ainda que a iniciativa atende a uma orientação do Ministério da Saúde e será expandida para outras regiões do estado.
“Nosso objetivo é que cada vez mais mulheres tenham acesso ao planejamento familiar de forma segura e humanizada. O DIU é um método eficaz, gratuito e disponível no SUS, que pode ser utilizado por mulheres de diferentes idades, inclusive adolescentes e aquelas que nunca engravidaram”, completou a secretária.
A enfermeira e conselheira do Coren/AP, Cíntia Pantoja, reforçou a importância da capacitação e explicou como o curso será estruturado.
“Serão três dias de formação, com aulas teóricas e práticas. Depois, os profissionais farão as inserções em loco, durante as consultas nas UBS. A ideia é que esses enfermeiros se tornem multiplicadores, desde que cumpram a carga horária e os requisitos técnicos exigidos pelas resoluções do Conselho Federal de Enfermagem”, explicou.
Segundo Cíntia, o enfermeiro está legalmente autorizado a realizar o procedimento, desde que devidamente capacitado. Ela também destacou que o DIU é apenas uma das opções contraceptivas disponíveis na rede pública.
“As mulheres podem optar por outros métodos, como preservativos, contraceptivos hormonais, injetáveis e orais. O importante é que elas tenham acesso à informação e possam escolher com autonomia o método que melhor se adequa à sua realidade”, afirmou.
A conselheira ainda ressaltou a necessidade de ampliar o conhecimento da população sobre a atuação dos enfermeiros nesse tipo de procedimento.
“Ainda existe o desafio de informar melhor a sociedade sobre a segurança e a qualificação desses profissionais. O enfermeiro é capacitado e respaldado legalmente para inserir o DIU. Todo o processo é acompanhado por consulta, exames e avaliação clínica para garantir que a paciente esteja apta”, concluiu.
A ação integra as políticas do Governo do Amapá voltadas à saúde da mulher e à ampliação dos direitos sexuais e reprodutivos, reforçando o papel estratégico da Atenção Primária no cuidado integral.
