O Amapá está no centro de discussões estratégicas sobre o setor de petróleo e gás. Nesta quarta-feira, 21, gestores públicos, lideranças empresariais e especialistas de todo o país participaram de uma reunião técnica no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em Macapá. O encontro, promovido pelo Governo do Estado e o Sebrae Amapá, antecede a abertura oficial do Inova Amazônia Summit 2025 e tem como objetivo consolidar a atuação do estado no setor energético.
Durante o evento, foram debatidas formas de fortalecimento da cadeia produtiva de petróleo e gás no Amapá, a partir da qualificação de pequenos negócios locais, capacitação de empreendedores, inovação e promoção de práticas sustentáveis.
A gerente da Unidade de Petróleo e Gás do Sebrae Amapá, Isana Alencar, destacou que a reunião ocorre em um momento importante, marcado pela liberação de licença do Ibama para pesquisa na costa amapaense.
“Essa reunião é importantíssima no contexto do Inova Amazônia, que está discutindo bioeconomia e negócios sustentáveis. Essa atividade é convergente com uma exploração responsável e sustentável”, afirmou.
Isana reforçou ainda que o Sebrae está reunindo em Macapá parceiros técnicos de todo o Brasil, que atuam em estratégias nacionais de petróleo onshore (em terra), offshore (no mar) e do Polo Nacional de Energias Renováveis.
“Essas lideranças estarão aqui para discutir quais serão as estratégias do Sebrae para desenvolver essa cadeia junto aos pequenos negócios. O Amapá possui uma riqueza inestimável e precisa ser explorada de forma que gere valor social e econômico para nossa população, sem comprometer nossos indicadores ambientais, que já são muito bem preservados”, completou.
Segundo ela, as micro e pequenas empresas terão um papel fundamental no processo.
“Para a fase inicial de exploração e pesquisa, já serão necessários serviços de hotelaria, alimentação, transporte e locação. E, conforme a atividade se consolide, outras áreas serão integradas. Estamos aqui para organizar e orientar esse processo junto aos nossos empreendedores locais”, explicou Isana.
Na perspectiva da qualificação profissional, o gerente de Educação e Tecnologia do Senai Amapá, Pedro Henrique Fauro, detalhou como a instituição vem se preparando para atender à futura demanda do setor.
“A gente estuda essa cadeia há alguns anos. Visitamos estados como Bahia e Rio de Janeiro para entender a logística e, agora, estamos estruturando uma oferta qualificada para o Amapá”, disse.
Fauro informou que o Senai já oferta uma trilha formativa com fundamentos da cadeia de petróleo e gás, além de cursos nas áreas de manutenção, soldagem e caldeiraria.
“Essa cadeia é transversal e envolve diversas áreas, desde quem atua diretamente na produção até quem trabalha com alimentação, logística e desenvolvimento socioprodutivo. A formação profissional vai preparar a sociedade amapaense para ser absorvida pelas demandas que virão”, destacou.
Segundo ele, alguns cursos já estão disponíveis no site ap.senai.br e também podem ser acessados presencialmente na unidade da instituição em Macapá.
“Estamos agora retomando formações que antes foram descontinuadas por baixa demanda, como a de soldador, e ampliando a estrutura para atender à procura que virá com o avanço da exploração”, concluiu.
A reunião faz parte da estratégia do Amapá para se preparar para os investimentos no setor energético, garantindo desenvolvimento com sustentabilidade e inclusão dos pequenos negócios locais na cadeia produtiva.


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